Foto: Técnico do Peñarol Luiz Diego Lopez / divulgação Peñarol

Flamengo e Peñarol disputarão o décimo quarto confronto de sua história, na noite de amanhã (3), com o novo recorde de público do futebol brasileiro em 2019 já assegurado, com mais de 60 mil torcedores no Maracanã. O jogo será apitado pelo argentino Patrício Loustau, de 43 anos, árbitro Fifa desde 2011 e publicitário bem-sucedido em Buenos Aires, onde nasceu. O Flamengo tem vantagem de uma vitória (6 a 5) e houve 2 empates. Se vencer, o Flamengo estará na próxima fase.

MUITA QUALIDADE – O técnico Luis Diego Lopez, de 44 anos, diz que “o Nacional terá que adotar cautela porque vai jogar com uma equipe recheada de valores e de muita qualidade”. Lopez ressalta, no entanto, que pela sua própria característica de equipe valente, “o Peñarol será cauteloso, mas não terá medo de encarar o Flamengo”. Alertado de que o Maracanã receberá mais de 60 mil torcedores, o técnico disse não ser motivo para assustar seu time:“Temos muitos jogadores experientes, bem preparados”.

CONHECEDOR – No comando da equipe desde junho de 2018, o técnico vê o Peñarol em bom momento e em condições de se igualar em pontos ao Flamengo, que lidera o Grupo D com 6. Lopez não quis confirmar, mas deve contar com a volta do volante Walter Gargano, de 34 anos, após quatro jogos sem atuar, em recuperação de problema muscular. Gargano deve compor o meio-campo com Guzmán Pereira e Cristian Rodriguez, tratado pelos companheiros como Cebolla.

SEGUNDO JOGO – Flamengo e Peñarol estrearam na fase de grupos ganhando do San José, da Bolívia. O Flamengo, 1 x 0, na altitude de Oruro, e o Peñarol, 4 x 0, em Montevidéu. No campeonato uruguaio, com 16 equipes, o Peñarol – atual campeão – é o vice-lider a um ponto do Fênix (17 a 16), enquanto o Flamengo ganhou a Taça Rio na decisão com o Vasco e está nas semifinais do Campeonato Carioca com o Fluminense, no próximo sábado (6), às 19 horas, no Maracanã.

HISTÓRICO – Fundado em 28 de setembro de 1891 com o nome de Central Uruguai, só em 12 de março de 1914 passou a ser Club Atlético Peñarol, adotando o amarelo e o preto, cores da Locomotiva Rocket, em homenagem à primeira empresa ferroviária do Uruguai. O Peñarol é o segundo com mais títulos de campeão do futebol mundial – 50 vezes campeão uruguaio -, superado apenas pelo Rangers FC, da cidade de Glasgow, com 54 títulos de campeão da Escócia

CINCO LIBERTADORES – Enquanto o Flamengo só foi campeão em 1981, o Peñarol já ganhou cinco Libertadores, a começar pelas duas primeiras, em 60 (invicto) e 61, ano em que conquistou também o primeiro de seus três Mundiais de clubes, todos invicto, em 61, 66 e 82. As outras Libertadores foram ganhas em 66, 82 e 87. Dos 50 títulos de campeão uruguaio – cinco invictos -, o primeiro foi em 1900, incluído o penta de 58-59-60-61-62. 

CAMPEÃO DO SÉCULO – O Peñarol é um dos grandes sul-americanos com estádio próprio, construído em dois anos – a obra começou em 10 de fevereiro de 2014 -, inaugurado em 28 de março de 2016, com a goleada (4 x 1) sobre o River Plate, atual campeão da Libertadores, e com o primeiro gol do Peñarol marcado aos 20 minutos por Diego Forlan – hoje aos 39 anos e jogando na China pelo Kitchee -, com mais jogos (112) e principal artilheiro da história da seleção uruguaia com 36 gols, entre 2002 e 2014.

O estádioCampeón del Siglo (Campeão do Século)- 40 mil lugares – tem 107 camarotes, com 2.660 poltronas – 16 pessoas em cada um – e fica no bairro Peñarol, que deu origem ao nome do clube, distante 40 km do Centro da capital uruguaia.

A BANDEIRA – Os torcedores do Peñarol estenderam no estádio Centenário – palco da final da primeira Copa do Mundo em 1930, Uruguai 4 x 2 Argentina -, a maior bandeira do mundo – 309 metros de comprimento, 45 metros de largura, pesando 1.800 kg – antes de um amistoso com o River Plate, em 2011. Com orgulho, eles têm em moldura o diploma do Guiness – livro dos recordes mundiais – e dizem que só foi possível pela mobilização dos torcedores, que venderam rifas, camisas autografadas pelos jogadores, chaveiros, bonés, faixas, boa parte deles doou dinheiro e houve até venda de perucas com as cores do time.

OS ÍDOLOS – O Peñarol foi a base da seleção uruguaia que ganhou a Copa de 50 no Maracanã, com a virada (2 x 1) sobre o Brasil, na final de 16 de julho, diante de 200 mil torcedores. O goleiro Roque Maspoli, o capitão Obdúlio Varela e os autores dos gols, Juan Schiaffino e Alcides Gigghia, estão entre os imortais do futebol do país. Mas o Peñarol reverencia também o goleiro Ladislao Mazurkiewicz, da Copa de 70, e o atacante equatoriano Alberto Spencer – 6/12/37 – 3/11/2006 -, maior artilheiro da história da Libertadores com 54 gols – 48 pelo Peñarol e 6 pelo Barcelona de Guaiaquil -, entre 1960 e 1972.