Com sua mais expressiva vitória (3 x 0), na noite de ontem (3) sobre o Chile, na Arena Grêmio, o Peru volta à final da Copa América depois de 44 anos, quando ganhou seu segundo título, ao derrotar (1 x 0) a Colômbia, na final de 28 de outubro de 1975, em Caracas. Antes, o Peru só havia sido campeão em 1939, ao vencer (2 x 1) o Uruguai, no torneio com apenas cinco seleções e sem a participação do Brasil e da Argentina. O Brasil é favorito na decisão de domingo (7), no Maracanã, duas semanas depois de ter goleado (5 x 0) o Peru, na fase de grupos, no sábado, 22 de junho, na Arena Corinthians.

SURPREENDENTE – A vitória do Peru sobre o Chile foi muito surpreendente, principalmente pelo placar de 3 x 0, na noite de ontem (3), na Arena Grêmio, em noite fria em Porto Alegre. Os gols foram no segundo tempo, com Edison Flores fazendo 1 x 0 aos 20 minutos, após cruzamento de Cueva, que usou na meia uma carta de baralho (8 de ouro, seu número preferido). Victor Yotun fez 2 x 0 aos 37, depois que o goleiro Arias saiu da área e foi driblado por Carrillo, que fez o cruzamento para Yotun marcar livre.

O ARTILHEIRO – Com o placar definido e a torcida gritando olé a cada toque na bola, o Peru chegou aos 3 x 0 aos 47, com o gol que isolou o capitão Paolo Guerrero, maior artilheiro da seleção, como o principal dos goleadores da Copa América, em atividade, com 13. Guerrero, que jogou de luvas, recebeu assistência vertical de Tapia e driblou o goleiro, antes de concluir com o gol vazio, levando de novo os torcedores peruanos ao delírio na Arena Grêmio.

O PÊNALTI – O árbitro errou, inclusive depois da consulta ao VAR, ao marcar pênalti do zagueiro peruano Abram no volante Aranguiz, em disputa perto da linha de fundo. Na cobrança, o goleiro Pedro Gallese defendeu apenas com a mão esquerda, levando de novo os torcedores peruanos ao delírio. Vargas, com 12 gols, perdeu a chance de se igualar a Guerrero, com 13, como um dos maiores artilheiros em atividade na Copa América.

PERU – Pedro Gallese, Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Tapia, Yotun, Edison Flores (Gonzalez, 5 do segundo tempo) e Cueva (Ballon, 34 do segundo tempo); Carrillo (Andy Polo, 26 do segundo tempo) e Guerrero. Técnico – Ricardo Gareca, argentino de 61 anos. Na fase de grupos, Peru 0 x 0 Venezuela, Peru 3 x 1 Bolívia, Peru 0 x 5 Brasil. Nas quartas de final, 0 x 0 com o Uruguai e 5 x 4 nos pênaltis. Os 3 x 0 das semifinais com o Chile foram a vitória mais expressiva da seleção peruana.

CHILE – Arias, Isla, Medel, Maripan (Nicolás Castillo, 44 do segundo tempo) e Beausejour; Pulgar, Aranguiz e Vidal; Fuenzalida (Sagal, intervalo), Eduardo Vargas e Alexis Sanchez. Técnico – Reinaldo Rueda, colombiano de 62 anos. Por um desses caprichos do futebol, Chile – atual bicampeão – e Argentina,que fizeram as duas últimas finais em 2015 e 2016, disputarão em 2019 o terceiro lugar da Copa América, sábado (6), às 16 horas, na Arena Corinthians.

TRÊS CARTÕES – Quando tudo parecia indicar que seria um jogo sem advertência com cartão amarelo, eis que o árbitro colombiano Wilmar Roldan, de 39 anos, mostrou dois seguidos no segundo tempo. Aos 27, para o lateral peruano Advíncula, por falta em Eduardo Vargas, e aos 29 para o volante chileno Pulgar, por falta em Advíncula. O terceiro cartão, aos 41 minutos, foi para o atacante chileno Sagal, por falta no lateral Trauco. R$8.305.120,00. 29.895 pagantes na Arena Grêmio.

Foto: La Opinión