O FLUMINENSE x CORINTHIANS das semifinais da Copa do Brasil, amanhã (24), marcará a volta do pó de arroz ao Maracanã, revivendo festas maravilhosas, como as do Fla-Flu do bicampeonato de 83 e 84, com os gols inesquecíveis do carrasco Assis. Os torcedores prometem uma noite esplendorosa no estádio.

O FLUMINENSE passou a ser chamado de pó de arroz, desde a tarde da 4ª feira, 13 de maio de 1914, em comemoração ao Dia da Abolição da Escravatura, quando empatou (1 x 1) com o América, no campo da Rua Guanabara, nas Laranjeiras, pela 3ª rodada do 10º Campeonato Carioca, da Liga Metropolitana de Sports Athleticos.

SETENTA DISSIDENTES, entre sócios e jogadores, trocaram o América pelo Fluminense, entre eles Marcos Carneiro de Mendonça, goleiro do primeiro jogo da seleção brasileira, que inaugurou o estádio das Laranjeiras, domingo, 11 de maio de 1919, com a goleada (6 x 0) no Chile, pelo Campeonato Sul-Americano.

O MEIA-ESQUERDA MESTIÇO Carlos Alberto Fonseca Neto foi o dissidente que mais provocou revolta nos torcedores do América. Ele usava um pó branco ao se barbear para evitar a irritação da pele. Durante o jogo, sempre que Carlos Alberto tocava na bola, os torcedores do América faziam coro de pó de arroz, e o apelido foi bem recebido pelos tricolores.

ALÉM DE MARCOS CARNEIRO DE MENDONÇA, o primeiro dos goleiros notáveis do Fluminense e do primeiro tricampeonato em 1917-18-19, e depois presidente do clube, os jornais da época publicavam que o ataque era excepcional, com os pontas Oswaldo e Calvert, os meias Barthô e Carlos Alberto, que deu origem ao pó de arroz, e o artilheiro Welfare. 

O FLUMINENSE x CORINTHIANS de amanhã (24), no Maracanã, terá o mesmo trio de arbitragem de Palmeiras 0 x 0 Flamengo, com o catarinense Ramon Abatti Abel tendo como assistentes Kleber Gil e Fabricio Silva. São esperados mais de 45 mil tricolores.

Foto: Em Todo Lugar – Facha