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A paralisação de dois meses, devido aos efeitos altamente prejudiciais da pandemia do novo coronavírus, deixou o futebol afetado em todas as partes do mundo. A receita da Federação Portuguesa terá redução de 400 milhões de euros, o equivalente a 2 bilhões e 500 milhões de reais, de acordo com o presidente Pedro Proença, lisboeta de 49 anos, no cargo desde julho de 2015, seis meses após encerrar a carreira de 12 anos de árbitro internacional.

UMA INDÚSTRIA – No conceito de Pedro Proença, a pandemia não apenas travou a realização dos jogos, causando transtornos sem precedentes aos clubes, mas também interrompeu a sequência dos negócios: “O futebol é uma indústria, que em Portugal representa 0,3% do Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens e serviços. Em termos de valores, uma dimensão difícil de ser calculada e uma perda que levará tempo para se recuperar”.

NOVA PROPOSTA – O presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com o primeiro ministro Antonio Costa, na última sexta (24) e hoje encaminhará, após reunião com os clubes, nova proposta para a volta do futebol no final de maio. A ideia é terminar o campeonato sem público, tendência que na visão de Pedro Proença se estenderá aos outros países e também às outras competições, como a fase final da Liga dos Campeões.

QUEDA DE ATÉ 78% – A redução das receitas significará decréscimo de até 78%, em comparação com os 512 milhões de euros da temporada de 2018-2019. O presidente Pedro Proença ressaltou que “o futebol em Portugal conta com mais de quatro mil postos de trabalho diretos”. Frisou também que “depois do mercado de transferência, que não abrirá no próximo verão, julho e agosto, os direitos de TV são a grande fonte dos clubes”.

Foto: RTP