O Ministério Público da Suíça denunciou e abriu investigação na tarde desta quinta (20) contra o presidente do PSG. O bilionário Nasser Al-Khelaifi, vai responder a processo por suborno em relação à compra dos direitos de televisão das últimas Copas do Mundo e das Confederações, junto com Jerôme Valcke, de 59 anos, secretário-geral da FIFA de junho de 2007 a setembro de 2005.

COMPRA DO PSG – No futebol desde 2006, quando assumiu a presidência do Al-Jazira, Nasser Al-Khelaifi, de 46 anos, tornou-se uma das figuras mais influentes cinco anos depois, ao comprar o PSG – Paris Saint Germain -, com o dinheiro do Fundo de Investimento do Catar, um dos mais poderosos do mundo. A compra de cem por cento dos direitos do clube foi em junho de 2011. Em outubro, como presidente, passou a ter como diretor o ex-lateral Leonardo, do Flamengo, São Paulo e da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994.

COMPRA DE NEYMAR – Figura da família dos nomes mais influentes em termos financeiros do Catar, Nasser Al-Khelaifi ficou ainda mais em evidência em 2017, quando, em nome do Fundo de Investimento, pagou ao Barcelona 222 milhões de euros – o equivalente a quase R$1 bilhão – para rescindir o contrato de Neymar. Até hoje nenhuma transação se aproximou desse valor na história do futebol mundial de todos os tempos.

MAIS QUATRO brasileiros chegaram ao PSG, através de Leonardo, em compras aprovadas por Nasser Al-Khelaifi: os zagueiros Tiago Silva, David Luiz e Marquinhos, e o meia Lucas Moura. Hoje, David Luiz joga no Arsenal, depois de ter sido do Chelsea, também de Londres, e Lucas Moura é do Tottenham, outro time forte da capital inglesa. Só Tiago Silva e Marquinhos permanecem no PSG.

OUTRA COMPRA – Com o objetivo de montar um time forte para ganhar pela primeira vez a Liga dos Campeões e se incluir entre os gigantes da Europa, o PSG pagou 180 milhões de euros para tirarKylian Mbappé do Mônaco, único que lhe tirou a sequência de sete campeonatos franceses. Nasser Al-Khelaifi fez muitos outros investimentos, como os do atacante uruguaio Edinson Cavani e do meia canhoto argentino Ángel Di Maria.

QUANTO a Jerôme Valcke, parisiense de 59 anos, foi demitido da FIFA em 2016, após conclusão das sindicâncias. Ele havia sido readmitido por Joseph Blatter, suíço que sucedeu a João Havelange e foi presidente de 1998 a 2015, mas acabou definitivamente banido em 2016. Blatter, que no próximo 10 de março completará 84 anos, também foi banido da FIFA por corrupção.

Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters