A demissão do técnico Odair Hellmann, anunciada ontem (10) pelo Internacional, não tem só a ver com os quatro últimos resultados ruins: a derrota (1 x 0) para o CSA, os empates (1 x 1) com Cruzeiro e Palmeiras, e os 3 x 1 do Flamengo. A demissão se deve, principalmente, a ameaça do Grêmio, que empatou em pontos e só está uma posição abaixo ela escassa diferença de uma vitória (11 x 10).

EM PÂNICO – Os dirigentes do Internacional, que veem o time despencar a cada rodada, ligam também a queda à perda do campeonato gaúcho – Grêmio bicampeão – e das duas derrotas consecutivas para o Atlético Paranaense, que festejou a inédita Copa do Brasil em plena Arena Beira Rio.

MAIS DUAS – Muito pior do que estar há quatro jogos sem vencer, é o Grêmio, em plena ascensão, passar à frente, depois de se igualar em pontos (38) e de estar com menos duas derrotas (6 a 8). O saldo de gols do Inter é de apenas 6, com 29 marcados e 23 sofridos; o do Grêmio é mais que o dobro: 13, com 39 gols a favor e 26 contra.

RECORDISTA – O catarinense Odair Hellmann, 42 anos, ex-meia, assistente-técnico da seleção medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, tornou-se o recordista, desde os anos 70, entre os treinadores que mais tempo permaneceram no Internacional. Em um ano e dez meses, dirigiu o time em 116 jogos: 61 vitórias, 27 empates, 28 derrotas.

EM DÚVIDA – O Internacional não sabe se contrata logo um técnico para terminar 2019 e iniciar o planejamento para 2020, a fim de impedir que o Grêmio seja tricampeão, ou se deixa o assistente Ricardo Colbachini, que dirige o treino desta sexta (11), comandar o time no jogo de domingo (13) com o vice-lider Santos, na Arena Beira Rio.