Depois de dezesseis anos no único clube de sua história, Messi foi expulso pela primeira vez em seu jogo 753 com a camisa do Barcelona, no minuto final da prorrogação de ontem (17), no Estádio Olímpico de La Cartuja, em Sevilha, onde perdeu (3 x 2) a decisão da Supercopa da Espanha para o Athletico de Bilbao. O árbitro Jesus Gil Manzano não viu o lance da agressão de Messi, que atingiu com o braço a cara do atacante espanhol Asier Villalibre, mas foi chamado pelo VAR, e decidiu pela expulsão.

A SEGUNDA – Quase dois anos depois, foi a segunda expulsão de Messi. A primeira, com a camisa da seleção argentina, que venceu (2 x 1) o Chile, na decisão do terceiro lugar da Copa América, sábado, 6 de julho de 2019. Messi foi expulso aos 37 do primeiro tempo, após discutir com o zagueiro Gary Medel, e muitos dos 45 mil torcedores vaiaram o árbitro paraguaio Mario Diaz de Vivar e se retiraram da Arena Corinthians. Messi se recusou a voltar ao gramado para receber a medalha de bronze.

NA ESTREIA – Messi foi expulso duas vezes em jogos oficiais, na Copa América de 2019 e na decisão de ontem (17) da Supercopa da Espanha, mas há outra expulsão, a da estreia na seleção argentina, que venceu (2 x 1) a Hungria, em amistoso na quarta-feira, 17 de agosto de 2005, no estádio Ferenc Puskas, em Budapeste. Messi entrou aos 21 do segundo tempo,no lugar do meia Lisandro Lopez,e foi expulso 40 segundos depois, pelo árbitro alemão Markus Merk, por atingir com o braço o zagueiro Laszlo.

BOM LEMBRAR – Embora tenha disputado aos 16 anos, em 16 de novembro de 2003, o amistoso de inauguração do estádio do Dragão – Porto 2 x 0 Barcelona -, o primeiro jogo oficial de Messi com a camisa do Barcelona foi com o Espanyol, outro time da Catalunha, pela sétima rodada do campeonato, sábado, 16 de outubro de 2004, quando ele estava com 17 anos, 3 meses e 22 dias. O Barcelona venceu (1 x 0) e Messi entrou aos 37 do segundo tempo no lugar do meia português Deco.

BEM ABATIDO – Messi mostrou-se bem abatido, depois de atuação apagada na decisão da Supercopa da Espanha, que o Athletico de Bilbao voltou a ganhar do Barcelona depois de cinco anos. Campeão em 1984, 2015 e 2020, o time da comunidade autônoma do País Basco igualou-se ao Deportivo La Coruña, também três vezes campeão, superando os dois títulos do Atlético de Madrid. O Barcelona é o maior vencedor com 13, seguido do Real Madrid com 11.

VANTAGEM – O Barcelona chegou a estar duas vezes em vantagem, com os gols do francês Antoine Griezmann, mas o Athletico de Bilbao empatou com De Marcos e Villalibre. O gol do título foi do atacante espanhol Iñaki Williams, de 26 anos, que acertou o ângulo do goleiro alemão Ter Stegen, levando a equipe em campo, os reservas e o técnico espanhol Marcelino Toral, de 55 anos, ao delírio.

MUITO ORGULHO – Oito vezes campeão espanhol e 24 vezes campeão da Copa do Rei, o Athletico de Bilbao, a 404 km de Madrid e a 610 km de Barcelona, sente muito orgulho em dividir com os dois maiores campeões a honra de nunca ter sido rebaixado à segunda divisão, desde a fundação, em 1898 (123 anos). “Aqui não há torcedor do Madrid ou do Barça. No coração de jovens e idosos, só o vermelho e branco do Bilbao, orgulho basco” – diz Aitor Elizegi, presidente do clube.

BOM REALÇAR – O Athletico é o único clube da Espanha que não contrata jogador estrangeiro e nem mesmo os que nasceram fora de Bilbao. Só os que nasceram ou foram formados no País Basco, na região Norte da Espanha, com pouco mais de três milhões de habitantes, podem vestir a camisa do clube. Há mais de 100 anos, não há nada que faça o Athletico de Bilbao abrir exceção.

Foto: Observador