O árbitro Rodolpho Toski Marques, da Federação Paranaense e da FIFA, escalado para São Paulo x Flamengo, amanhã (25), no Morumbi, alvo de ameaça e agressão por parte do técnico argentino Jorge Sampaoli, que está deixando o futebol brasileiro, depois de bem-sucedido no Santos em 2019, mas nem tanto no Atlético Mineiro em 2020, não pode ter tranquilidade para apitar um jogo de tamanha importância, diante da falta de respaldo e segurança.

FALTA DE COMANDO – Os que acompanham os campeonatos europeus não veem cenas que no futebol brasileiro deixam claro o descontrole de dirigentes, técnicos e jogadores, respaldados pela falta de punição e beneficiados por decisões de tribunais, que concedem efeito suspensivo. Nenhum dos que jogam na Europa é capaz de tentar agredir o árbitro porque sabe a que rigor de punição está sujeito. Nenhum jogador se aproxima do árbitro enquanto ele aguarda decisão do VAR. Aqui, a pressão é total.

FALTA DE EDUCAÇÃO – Boa parte dos jogadores brasileiros não teve berço, o que explica porque já chegam ao clube sem a educação necessária. Os clubes não têm escola de formação capaz de prepará-los para melhorar o nível. Boa parte dos técnicos também mostra descontrole, o que reflete em quem comanda. Todos querem ganhar, principalmente no grito. O futebol brasileiro entrou de vez no pior caminho, sem que veja luz no fim do túnel.

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