O Paris Saint Germain fez dois anúncios neste sábado (14), através do diretor Leonardo Araújo, em nome do bilionário Nasser Al-Khelaifi, dono e presidente do clube: “O PSG não negocia o atacante Mbappé e estipula em 150 milhões de euros o valor do pagamento para qualquer interessado na compra de Neymar”. Leonardo é amigo desde 2011 de Khelaifi, que o tornou diretor do clube, depois de ter sido lateral do PSG entre 96 e 97.

MENOS 72 MILHÕES – Se conseguir clube que pague 150 milhões de euros, o equivalente a R$786 milhões, o PSG estará vendendo Neymar por menos 72 milhões de euros do que pagou, à vista, ao Barcelona, 222 milhões de euros, em maio de 2013, pela multa rescisória, e abaixo dos 180 milhões de euros que os agentes do jogador supunham que o clube francês fosse pedir para liberá-lo na próxima janela de transferências, em julho.

MUITO DESGASTE – Desde que se atrasou na reapresentação ao PSG, depois de passar o Carnaval de 2019 no Brasil, Neymar entrou em desgaste com o dono e presidente do clube. Khelaifi não reduziu o valor pedido pelo Barcelona, que queria a volta do jogador desde julho de 2019, e colocou Neymar para treinar em separado dos companheiros. Só depois de algum tempo, com Leonardo aparando arestas, ele voltou a ser reintegrado.

PORTAS ABERTAS – A parada do futebol, devido ao coronavírus, fez o dirigente repensar e decidir sobre a situação de Neymar. O presidente do PSG não esconde que o investimento foi exagerado e o retorno bem abaixo do que esperava. Neymar teve a imagem muito abalada, após dar soco em um torcedor, e sua permanência deixou de ter a valorização que antecedeu sua compra por 222 milhões de euros, ainda a mais elevada do futebol mundial.

COMPARAÇÃO – Mesmo que os números sejam bem equivalentes, o PSG esperava mais de Neymar. O atacante fez 105 gols em 186 jogos pelo Barcelona, de 2013 a 2017, e no PSG, desde 2017, marcou 69 gols em 80 jogos. Um dos objetivos com sua compra era a conquista da Liga dos Campeões, que o heptacampeão francês ainda não conseguiu. Leonardo Araújo, de 50 anos, diretor do PSG, é de Niterói e foi do Flamengo (87-90), São Paulo, Valencia, Kashima, PSG e Milan, onde se tornou técnico depois de encerrar a carreira.

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