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O Paris Saint Germain ficou distante da segunda final consecutiva, para tentar ser campeão europeu pela primeira vez, ao levar a virada (2 x 1), em sete minutos, do Manchester City, que só precisa do empate no jogo de volta para fazer a final inglesa com o Chelsea ou com o Real Madrid, o maior vencedor da Liga dos Campeões com 13 títulos. O jogo da noite desta última quarta (28) de abril, no Parque dos Principes, em Paris, deixou clara a superioridade do City, que encurralou o PSG no segundo tempo.

GOL DO CAPITÃO – Não só pelo gol, nono na Champions e quinto em mata-mata, o zagueiro paulistano Marquinhos, de 26 anos, em sua oitava temporada na França, comprado da Roma em 2013, capitão do PSG, foi dos melhores em campo, dividindo a honra com o volante belga De Bruyne, de 29 anos, capitão do Manchester City, eleito com justiça melhor do jogo. Marquinhos subiu no momento certo para o desvio de cabeça, marcando seu sétimo gol em 33 jogos na temporada 2020-2021.

RECORDISTA – Marquinhos fez o gol de cabeça aos 15 minutos, após escanteio da direita, batido pelo canhoto Di Maria, de 33 anos, argentino de técnica refinada, que começou a brilhar na Europa em 2004 no Benfica. Suas atuações notáveis, e só em times de ponta – Real Madrid, Manchester United e, desde 2015, PSG -, ressaltam ainda mais o seu valor de campeão português (2009-10), espanhol (2011-12), tetracampeão francês e medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim.

BOM DIZER –  Ángel Di Maria igualou o recorde de assistências (103) do PSG, que era de Safet Sucic, atacante bósnio dos anos 90 e segundo maior ídolo da história do clube, depois do meia paulista Raí, campeão francês 93-94. Di Maria igualou também o recorde do extraordinário artilheiro português Cristiano Ronaldo, com 40 assistências, desde 2003-2004, quando a União Europeia de Futebol (Uefa) deu início à contagem de assistências nos jogos da Liga dos Campeões. Messi é o segundo com 35.

SETE MINUTOS – Na volta do intervalo, o Manchester City fez a virada em sete minutos. Com seu nono gol em 31 jogos na temporada, o notável Kevin De Bruyne empatou aos 19, de fora da área. No chute de curva, de pé direito, a bola quicou na pequena área e entrou rente à trave esquerda. Quando o goleiro costa-riquenho Keylor Navas saltou, era tarde. Aos 26, o meia francês Riyad Mahrez, de 30 anos, fez a virada, de canhota, em cobrança de falta. A barreira abriu e “matou” o goleiro. 

EXPULSÃO – O meia africano Idrissa Gueye, de 31 anos, foi expulso, pela primeira vez em onze anos na Europa, onde começou no francês Lille e jogou pelos ingleses Aston Villa e Everton, até chegar ao PSG em 2019. Ele se excedeu na falta grosseira com que atingiu o tornozelo do meia Gundogan, alemão de origem turca, aos 32 do segundo tempo. Detalhe: Gueye é tratado pelos companheiros do PSG pelo apelido de Gana, por ser africano, nome que decidiu usar na camisa, ao invés do sobrenome. 

ALTO NÍVEL – Felix Brych, de 45 anos, árbitro alemão da FIFA desde 2007, teve atuação de alto nível. Aplicou quatro cartões amarelos: no lateral português João Cancelo, por falta em Mbappé aos 30, e no segundo tempo, no meia argentino Leandro Paredes, por falta em Mahrez, aos 23; em Neymar, por falta no zagueiro português Ruben Dias, aos 25, e em De Bruyne, por falta dura, aos 39, ao pisar forte no pé do meia português Danilo Pereira, do PSG, emprestado pelo Porto. Na expulsão de Gueye, chamou-o à parte para mostrar o cartão vermelho, e o jogador saiu calado.

29 DE MAIO – Manchester City e PSG decidirão a vaga no jogo de volta, quarta (4), no Etihad Stadium, no Noroeste da Inglaterra, já conhecendo o adversário da grande final da Liga dos Campeões 2020-2021, sábado, 29 de maio, no Estádio Olímpico de Istambul. O outro semifinalista será o vencedor da terça (3), no Stamford Bridge, em Londres: o Chelsea só tem a vantagem do 0 x 0, enquanto o Real Madrid precisa vencer por dois, depois do 1 x 1 no jogo de ida na capital da Espanha.

Foto: Getty Images