A decisão da Liga dos Campeões da Europa – maior torneio de clubes do mundo – terá pelo menos um finalista inédito, que será conhecido hoje (18), no estádio da Luz, do Benfica, em Lisboa. O francês PSG e o alemão Leipzig decidirão a vaga para a final do próximo domingo (23), no mesmo estádio, com o francês Lyon e o alemão Bayern Munique, único que pode impedir, pela oitava vez, uma final entre duas equipes do mesmo país. A mais recente, em 2018-19, entre ingleses: Liverpool 2 x 0 Tottenham.

EQUILÍBRIO – Embora boa parte dos observadores atribua certo favoritismo ao PSG, heptacampeão francês, o Leipzig, terceiro do último campeonato alemão, mostrou força ao eliminar o Manchester City. São escolas em evolução, em nível de clube e seleção, bastando lembrar que ganharam as duas últimas Copas do Mundo, e que tanto o feito dos alemães, em 2014 no Brasil, quanto o dos franceses, em 2018 na Rússia, não deixaram dúvida quanto à superioridade de sua técnica.

TÉCNICOS – Há curiosidades em torno dos técnicos da semifinal de hoje (18), a começar por serem alemães. Julian Nagelsmann, do Leipzig, tem 33 anos e é 13 anos mais novo que Thomas Tuchel, do PSG, que tinha 35 anos, em 2008, quando o dirigiu no Augsburg, mas os problemas no joelho acabaram com sua carreira aos 21 anos. Tuchel então convidou Nagelsmann para ser seu assistente nos treinos e observador do adversário no jogo seguinte, missão que desempenhou com riqueza de detalhes.

MAIS VELHOS – Nagelsmann, técnico do Leipzig, é da idade de Messi (33), dirige jogadores mais velhos e brinca: “Quando iniciei, vi que me observavam e cheguei a perguntar a mim mesmo: será que estão vendo se coloco os cones no lugar certo?” Ele gosta de lembrar que o time estava na quinta divisão, e agora, nove anos depois, pode ser finalista da Champions, mesmo com a saída do artilheiro Timo Werner, que fez 70 dos 107 gols da equipe na temporada 2019-2020, em que terminou em terceiro.

DIFERENÇA – Sobra troco na diferença do que o PSG pagou da multa de 222 milhões de euros, para ter Neymar, com os 178 milhões que o Leipzig gastou para montar o grupo de 26 jogadores, alguns feitos na base e que vieram desde a segunda divisão. Por sinal, no ano em que Neymar estreou como profissional, o Leipzig estava sendo fundado (maio de 2009). O técnico também gosta de ressaltar: “Eliminamos o Tottenham do Mourinho nas oitavas e o Atlético de Madrid do Simeone nas quartas”.

GOLEIRO – O Leipzig vai manter formação e esquema, porém o PSG não terá o experiente Keylor Navas, de 33 anos, 1,85m, goleiro costa-riquenho trocado pelo goleiro parisiense Alphonse Aréola, de 27 anos, 1,95m, que foi para o Real Madrid. Navas sofreu estiramento muscular na coxa e o sevilhano Sergio Rico, de 26 anos, 1,95m, contratado em agosto de 2019, entra para seu décimo jogo. Navas fez 162 pelo Real Madrid, entre 2014 e 2019, e o técnico Tuchel lamenta que não tenha se recuperado.

PSG – Sergio Rico, Kehrer, Tiago Silva, Kimpembe e Bernat; Marquinhos, Paredes e Di Maria; Mbappé, Mauro Icardi e Neymar. Leipzig – Peter Gulacsi, Klostermann, Upamecano e Halstenberg; Laimer, Angeliño, Kampl e Sabitzer; Dani Olmo, Nkunku e Poulsen.

ARBITRAGEM – Bjorn Kuipers, holandês de 47 anos, é administrador de empresas e sócio de uma rede de supermercados em Oldenzaal, pequeno município a 160 km da capital Amsterdam. Na FIFA desde 2006, dirigiu a final da Liga Europa 2012-13 Chelsea 2 x 1 Benfica, na Arena Amsterdam, e a final da Champions League 2013-14 Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madrid, no estádio da Luz, onde apitará hoje (18) a semifinal PSG x Leipzig. Kuipers fala fluente cinco idiomas.

Foto: Sportbuzz UOL