Com o 0 x 0 de sábado (8), no Camp Nou, Barcelona e Atlético de Madrid deixaram o Real Madrid na cara do gol para assumir a liderança e disparar nas três rodadas finais para ampliar seu recorde de títulos de campeão espanhol. Só que o Real Madrid, em casa, um dia depois, em seu estádio Alfredo Di Stefano, não soube aproveitar o presente para se isolar na liderança, ao empatar (2 x 2) com o Sevilha, que esteve duas vezes em vantagem e sofreu o último gol nos acréscimos, em bola desviada.

A RETA FINAL – Faltam só três rodadas. O Atlético de Madrid lidera com 77 pontos. O Real Madrid, vice-líder, e o Barcelona, terceiro, têm 75. O Sevilha, quarto com 71, sem chance, não deixa de estar feliz pela última vaga na Champions 2022. O Atlético jogará em casa com Real Sociedad e Osasuna, e fora com Valladolid. O Real Madrid jogará fora com Granada e Athletico Bilbao, e em casa, com Villarreal. O Barcelona jogará fora com Levante e Eibar, e em casa, com o Celta de Vigo.

BRASILEIRO – O jogo começou com seis brasileiros, e o Sevilha iniciou em vantagem, com o gol aos 22 minutos de Fernando Reges, meia de 33 anos, de Alto Paraíso de Goiás, a 412 km da capital Goiânia, até que o atacante espanhol Marco Asensio empatasse aos 22 do segundo tempo. O Sevilha fez 2 x 1, aos 33, com o meia croata Ivan Rakitic, convertendo pênalti que o brasileiro Militão cometeu com a mão, e o Real Madrid só empatou aos 49, com o chute de fora da área domeia alemão Kroos, desviando no meia belga Hazard.

CRITICADO – O jornal Marca faz duras críticas a Vinícius Junior pelo gol incrível que perdeu livre na pequena área, mandando a bola na trave, após cruzamento de Kroos, três minutos antes de Asensio empatar, um minuto após substituir Modric. Vinícius saiu, Hazard entrou, e teve a sorte do desvio da bola, nos acréscimos, para livrar o Real Madrid da derrota. Militão fez pênalti com a mão; Marcelo foi substituído, e Casemiro, advertido com cartão amarelo, em jornada apenas discreta dos brasileiros.

JEJUM NO FINAL – Estava 0 x 0 quando o árbitro anulou por impedimento do lateral Odriozola, que fez o cruzamento, um gol de cabeça de Benzema, o que também mereceu muita crítica dos analistas, que admitem estar perto o fim do jejum do Atlético de Madrid. Campeão pela última vez em 2013-14, na primeira temporada do argentino Diego Simeone como técnico, o Atlético só depende da própria competência para voltar a comemorar o título, que seria o décimo primeiro de sua história. 

ARTILHEIRO – A única definição está em torno do artilheiro. Com 28 gols, mais 7 que o francês Benzema, Messi está perto de ser o artilheiro do campeonato pela oitava vez, quinta consecutiva. Suas melhores marcas foram em 2011-2012, com 50 gols, e em 2012-2013, com 46. Em 2009-2010, 34 gols; em 2016-2017, 37 gols; em 2017-2018, 33 gols; em 2018-2019, 36 gols, e em 2020-2021, com 28 gols, com mais três jogos para ampliar, superou os 25 gols da temporada 2019-2020.

Foto: Gazeta Esportiva