O Real Madrid ampliou para 14 o recorde de participações nas semifinais da Liga dos Campeões, com o 0 x 0 desta quarta (14),  com o Liverpool, na Inglaterra, após vencer o jogo de ida na Espanha por 3 x 1. Barcelona e Bayern Munique disputaram 12 semifinais. O Chelsea, de Londres, que eliminou o Porto, será o adversário. O Real Madrid detém mais três recordes: o de 13 vezes campeão da Liga dos Campeões; o de 34 vezes campeão espanhol, e o de europeu com quatro títulos Mundiais de clubes.

VALOR DO TÉCNICO –  Zinèdine Zidane, francês de 48 anos, meia campeão do mundo de 1998, encerrou a carreira no Real Madrid, com 59 gols em 244 jogos, campeão da Liga dos Campeões em 2001-02; campeão mundial de clubes em 2002 e campeão espanhol em 2002-03. Três vezes melhor do mundo em 98, 2000 e 2003, técnico desde 2016, só do Real Madrid,  campeão espanhol (16-17/19-20), bi Mundial de clubes (16, 17), e único tri da Liga dos Campeões (2015-16, 2016-17, 2017-18).

APEDREJADO – Os jogadores do Real Madrid ficaram assustados na chegada ao estádio Anfield Road, onde o ônibus foi apedrejado e teve uma das janelas quebradas, felizmente, sem nenhum ferido. Zidane sabia que o Liverpool iria com tudo, precisando vencer por dois gols, mas confiava, mesmo com o time no limite do desgaste físico e sem alguns titulares. O zagueiro paulista Eder Militão teve outra boa atuação, mas o destaque foi o goleiro belga Courtois, com quatro defesas notáveis.

NA PRESSÃO – Courtois começou a ser o melhor do Real Madrid logo no primeiro minuto, com uma defesa arrojada, frente a frente com o meia inglês James Milner. Na volta do intervalo, a pressão foi ainda mais rápida, com a finalização, cara a cara do alagoano Roberto Firmino, aos 40 segundos. No final, o gol resumiu o quanto foi exigido: “Agora posso respirar”. Em contrapartida, Vinicius Junior, com dois gols e melhor do primeiro jogo, foi figura apagada e perdeu gol na cara de Alisson.

COURTOIS, Valverde, Eder Militão, Nacho e Mendy; Casemiro, Modric e Kroos (Odriozola); Asensio (Isco), Benzema e Vinícius Junior, substituído aos 27 do segundo tempo pelo ex-santista Rodrygo, que nada acrescentou. O Real Madrid cometeu 5 das 15 faltas, e dos quatro cartões amarelos, o paulista Casemiro foi o único advertido pelo árbitro holandês Bjorn Kuipers, aos 25 do primeiro tempo, por falta dura em James Milner. O Real Madrid acertou 392 passes, menos 116 que o Liverpool (508).

UMA EM DEZ – Antes de chegar às semifinais com o Chelsea, o Real Madrid sofreu só uma derrota em dez jogos: 2 x 0 para o Shahktar Donestk, na Ucrânia. 0 x 0 com o Liverpool foi o segundo empate, além de 2 x 2 com o Borussia Monchengladbach. E sete vitórias: 3 x 2 no Shahktar Donetsk e na Inter de Milão; 2 x 0 no Borussia Monchengladbach e na Inter de Milão; 3 x 1 na Atalanta e no Liverpool, e 1 x 0 na Atalanta. 

OITAVA DO CHELSEA – Sete anos depois de eliminado em 2013-2014 pelo Atlético de Madrid, que perdeu a final para o Real Madrid (4 x 1), o Chelsea disputará as semifinais pela oitava vez. Seis vezes campeão inglês, foi o primeiro time de Londres a ganhar a Liga dos Campeões em 2011-2012, ao vencer o Bayern Munique por 4 x 3 nos pênaltis, depois de 1 x 1. A equipe era comandada pelo italiano Roberto Di Matteo, e o zagueiro carioca Thiago Silva, então aos 30 anos, era o único brasileiro.

O RECORDE – Dez anos depois, um jogador voltou a sofrer onze faltas no mesmo jogo da Liga dos Campeões, igualando o recorde que era de Messi, em 3 de maio de 2011, nos 2 x 0 do Barcelona sobre o Real Madrid, no estádio Santiago Bernabeu, onde recebeu três faltas duras das onze sofridas. O atacante Christian Pusilic, de 22 anos, do Chelsea, sofreu onze faltas no jogo da última terça (13) em que o time inglês perdeu (1 x 0) em Sevilha, mas eliminou o Porto.

CONTRA-ATAQUE – Ainda sobre o jogo que perdeu para o Porto, mas se classificou para as semifinais, o Chelsea rebateu a acusação do técnico Sergio Conceição, de ter sido mal tratado por seu técnico Thomas Tuchel, e fez contra-ataque aos dirigentes do clube português: “O Porto teve um dos piores comportamentos de todos os adversários que o Chelsea enfrentou nas últimas décadas. Nossos jogadores foram ofendidos por sua comissão técnica, e nossos dirigentes, por seus dirigentes, nas tribunas”.

Foto: IG Esporte