O Real Madrid manteve a vice-liderança de La Liga, ao vencer (3 x 0) o Valencia, na noite de ontem (17), no acanhado Alfredo Di Stefano, de seis mil lugares, seu estádio para os jogos do Real Castilla, seu time B, no Centro de Treinamento de Valdebebas, município a 23 km de Madrid. Todos os gols no segundo tempo, com o francês Karim Benzema abrindo e fechando o placar, e Marco Asensio, 50 segundos após substituir o uruguaio Valverde, em seu primeiro jogo depois de 11 meses da cirurgia.

GOL ANULADO – O único gol do primeiro tempo, aos 21 minutos, marcado pelo atacante carioca Rodrigo, do Valencia, foi bem anulado pelo árbitro, que consultou o VAR e viu o impedimento do atacante uruguaio Maxi Gomez. Os goleiros Courtois, do Real Madrid, e Cilessen se sobressaíram no primeiro tempo sem gol, porque Real Madrid e Valencia criaram boas situações de ataque. O Real Madrid chegou a sofrer até mais pressão, o que valorizou o desempenho de seu goleiro canhoto de 1,99m. 

EM 12 MINUTOS – Na volta do intervalo o Real Madrid se impôs e fez 2 x 0 em 12 minutos. Benzema concluiu rasteiro, aos 16, o cruzamento do belga Eden Hazard, que iniciou a jogada do segundo gol, marcado aos 28 por Marco Asensio, após cruzamento do lateral Mendy. Foi o primeiro toque na bola de Asensio, 50 segundos após substituir Valverde, onze meses depois de delicada cirurgia no joelho direito, e aos 41 ele cruzou com precisão para Benzema fazer o terceiro gol.

VOLTA DOS SONHOS – Superfeliz após o gol e a assistência, o meia espanhol Marco Asensio, de 24 anos, resumiu sua alegria: “É a volta dos sonhos, depois de muito sofrimento e dedicação nos treinos de recuperação”. O contraste estava no lateral Marcelo, que não saiu do banco de reservas, e parece com os dias contados no Real Madrid, após 13 temporadas consecutivas como titular. O francês Benjamin Mendy, cinco anos mais novo (25), tem dado mais ritmo ao time e vai se firmando na posição.

VICE-LÍDERES – Courtois, Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Mendy; Casemiro, Kroos, Modric e Valverde (Asensio); Hazard (Vinícius Junior) e Benzema. Foi a décima oitava vitória dos vice-líderes, com 62 pontos, 4 empates, 5 derrotas, saldo de 35 gols (55 x 20). O líder Barcelona tem 64 pontos – 20 vitórias, 4 empates, 5 derrotas – e saldo de 38 gols (69 x 31), além de Messi, com 31 gols, caminhando firme para ser o artilheiro do campeonato pela sétima vez.

BRASILEIROS – O volante Casemiro voltou a abusar das entradas ríspidas e cometeu quatro faltas em 40 minutos, algumas muito loucas, mas conseguiu se livrar do quinto cartão amarelo que o tiraria do próximo jogo. Vinícius Jr perdeu a titularidade com a volta de Hazard, a quem substituiu aos 36 do segundo tempo, com atuação discreta. O técnico francês Zidane poderia ter usado cinco substituições, mas só fez duas, e justificou: “A equipe precisa aumentar o ritmo de jogo”.

EXPULSÃO – O árbitro José Maria Sanchez Martinez, economista de 36 anos, natural da cidade universitária de Murcia, região Nordeste, só aplicou cartão aos jogadores do Valencia: advertiu o zagueiro Guillamon e o lateral Gayà, por faltas comuns, e expulsou o atacante sul-coreano Kang-In Lee, por falta dura no capitão Sergio Ramos. Lee havia entrado dez minutos antes no lugar de Rodrygo, único brasileiro do time do Valencia.

O GOLEIRO – Belga de 28 anos, 1,99m, de família de boa estatura, Thibaud Courtois – pronuncia-se Tibô Cortuá – começou seguindo os pais, que jogaram vôlei, e a irmã Valérie, dois anos mais velha, líbero da seleção de seu país. Mas, aos 12 anos, foi para o futebol. Curiosamente, fez 154 jogos em cada um dos seus dois primeiros times – Chelsea, de 2011 a 2018, e Atlético de Madrid, de 2011 a 2014, emprestado pela equipe inglesa, ganhando La Liga 2013-14, após ganhar a Copa do Rei 2012-13. 

JUSTAMENTE a atuação na final, em que o Atlético voltou a vencer o Real Madrid (2 x 1), depois de catorze anos, foi decisiva para que o Real Madrid o contratasse. Courtois estreou em 8 de setembro de 2018, na goleada (4 x 1) sobre o Leganés, depois de brilhar na Copa do Mundo da Rússia. Seu melhor desempenho foi exatamente na vitória em que eliminou o Brasil (2 x 1) e levou a Bélgica às semifinais, quando os belgas foram eliminados pelos franceses, campeões mundiais.