O PALMEIRAS FOI O QUARTO BRASILEIRO a perder a decisão, desde que a FIFA assumiu em 2000 a organização do Mundial de clubes. O Corinthians foi o único a ganhar dois títulos, o de 2000, com o carioca Oswaldo de Oliveira, e o de 2012, com o gaúcho Tite, que quatro anos depois assumiria seleção. Desde então, o Grêmio perdeu para o Real Madrid, em 2017, por 1 x 0, e por igual placar, o Flamengo perdeu em 2019 para o Liverpool.

VAI LONGE O TEMPO EM QUE O SANTOS, com Luis Alonso (Lula), e o São Paulo, com Telê Santana, foram os únicos a ganhar dois Mundiais consecutivos, no formato de jogos de ida e volta, vencendo adversários de muita qualidade. O Santos derrotou o Benfica e o Milan, depois que a seleção foi bicampeã em 62, e o São Paulo venceu o Barcelona e o Milan, antes de a seleção ganhar o quarto título mundial em 94 . 

TAL QUAL OS CLUBES, A SELEÇÃO ESTÁ ficando cada vez mais distante das conquistas da Copa, o que deve preocupar, e muito, os que comandam o futebol brasileiro. Desde o último título, em 2002, o Brasil conseguiu sequer ser finalista, após ganhar em 94 e ser vice em 98. Nas quatro finais mais recentes, três foram entre europeus, com Itália, Espanha e França campeãs em 2006, 2010 e 2018, e a Alemanha, 1ª europeia campeã na América do Sul, vencendo a Argentina.

A NOVE MESES DA 1ª COPA NO ORIENTE MÉDIO, não se sente firmeza na seleção brasileira que irá ao Catar. A liderança e a invencibilidade nas eliminatórias não passam de ilusão. Na contramão da realidade, os europeus estão em franca evolução, com seleções de níveis bem mais elevados, bastando citar Itália e Inglaterra, campeã e vice da Eurocopa; a França, campeã do mundo; a Espanha, em franca evolução com uma seleção jovem, e a Bélgica, que nos tirou em 2018.

O FUTEBOL BRASILEIRO NÃO PODE NEM DEVE continuar se autoenganando. Se não conseguir a evolução de que precisa no prazo de nove meses, a única seleção que participou de todas as Copas, e foi cinco vezes campeã, tem tudo para completar cinco Copas sem Copa, como aconteceu de 74 a 90, antes da penúltima conquista em 70. Terceiro técnico em duas Copas consecutivas, Tite precisa se reciclar para evitar outra volta mais cedo pra casa como em 2018.

Foto: Lance!