O Signal Iduna Park, maior estádio da Alemanha, com 81.359 lugares (65.718 com assento), estará vazio amanhã, sábado (16), no reinício de um dos cinco maiores campeonatos da Europa, sob protocolo rígido e com Borussia Dortmund e Schalke-04 sendo os primeiros a poderem fazer as cinco substituições aprovadas pela FIFA.

GOLEADOR – Em um campeonato empolgante, com média de 3,2 gols por jogo, o vice-líder Borussia Dortmund, com 51 pontos, é o único capaz de impedir que o líder Bayern, com 55, não conquiste o título pela oitava temporada consecutiva. Para isso, conta com o jovem goleador ErlingHaaland, norueguês de 19 anos, que já marcou 40 gols em 33 jogos.

O INVICTO – O Bayern chegou a ficar em sétimo e só recuperou a liderança, ao substituir o croata Niko Kovac pelo assistente técnico Hansi Flick, invicto nos últimos 15 jogos, com 14 vitórias. Thomas Muller voltou a fazer dupla com o polonês Robert Lewandowski, que já marcou 39 gols em 33 jogos. Faltando 10 rodadas, o Bayern de Munique é o favorito.

BAYERN, líder com 55 pontos – 17 vitórias, 73 gols marcados, 26 sofridos -;Borussia Dortmund, vice-líder com 51 pontos – 15 vitórias, 68 gols pró, 33 contra -, Leipzig, terceiro com 50 pontos – 14 vitórias, 62 gols a favor, 26 contra –e os últimos Dusseldorf com 22 pontos, Werder Bremen com 18 e Paderborn com 16, estariam rebaixados.

MUITO FORTE – A força do Bayern de Munique se reflete na supremacia técnica de seu time, que nos últimos 20 anos foi 14 vezes campeão e nos últimos 10 anos ganhou oito títulos consecutivos. Em 2013, foi o primeiro time alemão e sétimo da Europa a ganhar a Tríplice Coroa: campeão alemão, campeão da Copa da Alemanha e campeão da Liga dos Campeões.

FILA DE ESPERA – O Bayern manda seus jogos na Arena Munique e todos os 75 mil ingressos são vendidos com um ano de antecedência para a temporada. Quarto clube mais rico do mundo, tem fortuna de 400 milhões de euros, ao câmbio de hoje (15), R$2.400 milhões. Os 250 mil sócios-torcedores não podem atrasar pagamento porque há fila de espera.


BRASILEIROS EM DESTAQUE

Paraibano de Mogeiro, a 110 km da capital João Pessoa, o atacante Aílton, hoje aos 46 anos, foi o primeiro estrangeiro eleito jogador do ano na Alemanha, em 2003-04, campeão alemão e da Copa da Alemanha, feito que só quatro times conseguiram uma temporada. Ele fez 100 gols em 214 jogos com a camisa verde do Werder Bremen.

Paulistano de 45 anos, o meia Zé Roberto, ganhou quatro campeonatos e quatro Copas da Alemanha, onde deixou a marca de recordista de jogos (468), de 1998 a 2011, no Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Hamburgo. Vice-campeão brasileiro em 96 na Portuguesa, foi para a Alemanha logo depois do vice-campeonato mundial em 1998.

Paranaense de Londrina, norte do estado, Giovane Elber, hoje aos 47 anos, foi o terceiro estrangeiro com mais gols na Alemanha (139), onde jogou de 1990 a 2005. No Bayern, 266 jogos, quatro campeonatos, quatro Copas da Alemanha e duas Ligas dos Campeões. Sem título, seu primeiro time foi o Stuttgart, em 1994.

Paulista de Jundiaí, hoje aos 41 anos, o atacante Grafite foi campeão e artilheiro com 28 gols pelo Wolfsburg, em 2008-09. Ele e o bósnio Dzeko, hoje na Roma, fizeram 54 gols e superaram o recorde de 37 anos dos alemães Uli Hoeness Gerd Muller, artilheiro da Copa de 74, que haviam feito 53 gols em 2009

Carioca de Guadalupe, o lateral-direito Jorginho, hoje aos 55 anos, foi o quinto brasileiro a jogar na Alemanha, de 89 a 92 no Leverkusen e 92 a 94 no Bayern,campeão em 93-94, eleito melhor da posição na Copa de 94 em que o Brasil ganhou o quarto título mundial. Jorginho foi o que aprendeu mais rápido e fala alemão com muita fluência.

Catarinense de Ijuí, o volante Dunga, capitão do título mundial de 94, jogou no Stuttgart, de 93 a 95, seu penúltimo dos nove times da carreira.Natural de Planaltina, Distrito Federal, o zagueiro Lúcio, hoje aos 42 anos,campeão do mundo em 2002, fez 122 jogos e 21 gols pelo Leverkusen e 12 gols em 218 jogos pelo Bayern de Munique, com três títulos. Na história da seleção brasileira, foi dos poucos jogadores de defesa a passar de 100 jogos (106).

Paranaense de Londrina, o lateral-direito Rafinha, de 34 anos, fez 198 e 10 gols pelo Schalke-04, de 2005 a 2010, quando saiu para o Bayern de Munique, que defendeu até 2019, com seis gols em 266 jogos, antes de acertar com o Flamengo. Sete vezes consecutivas campeão alemão, ganhou também quatro Copas da Alemanha, Supercopa da Europa, Mundial de clubes e Liga dos Campeões. 

Carioca, revelado no Vasco, o meia Philippe Coutinho, emprestado pelo Barcelona, perdeu espaço no Bayern de Munique, com a volta de Thomas Muller, que ocupa a faixa esquerda do campo. O meia da seleção brasileira será devolvido ao Barcelona, que tenta negociá-lo e seu destino deve ser a volta à Inglaterra, menos ao Liverpool, onde o técnico não o quer.

Outro carioca e também revelado no Vasco, o meia Paulinho, de 19 anos, ainda tenta se firmar no Leverkusen, que pagou 20 milhões de euros – na época, R$85 milhões -, onde só fez 1 gol em 506 minutos dos 21 jogos na primeira temporada. Seu estilo é considerado pouco objetivo pelo técnico Peter Bosz, holandês de 56 anos.

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