O prestígio de Ronaldinho, mesmo encarcerado em penitenciária do Paraguai, onde estaria por falsificação de documentos, continua exaltado na mídia mundial, com certeza pelo que representou a carreira dele como um dos notáveis do futebol. Não à toa, os 278 gols em 776 jogos, e o fato de ter sido o primeiro a ganhar a Libertadores, a Liga dos Campeões e a Copa do Mundo no mesmo ano, são feitos que estarão sendo sempre lembrados.

OS 40 ANOS – As fotos de Ronaldinho, homenageado pelos demais detentos, durante o almoço de ontem, na cadeia de Assunção, com o espeto do churrasco que ele começou a saborear na juventude, em Porto Alegre, e a torta em comemoração aos seus 40 anos (21/3/1980) estão sendo vistas por milhões de leitores em vários jornais do mundo. A maioria se lembra bem das grandes atuações dele na Coreia e no Japão, na última Copa que o Brasil ganhou em 2002, quando fez parte da seleção da FIFA.

APLAUDIDO DE PÉ – Um dos momentos inesquecíveis do futebol -arte de Ronaldinho, durante as cinco temporadas no Barcelona – 2003 a 2008, com 94 gols em 207 jogos –, foi quando 90 mil torcedores do Real Madrid se levantaram para aplaudi-lo, em pleno Santiago Bernabeu, após marcar um gol em que driblou quatro marcadores e o goleiro. O gol faz parte da seleção de gols, que o Barcelona mostra aos turistas nas visitas guiadas ao seu estádio Camp Nou.

NO MILAN – Ronaldinho repetiu, com igual brilho, a passagem pelo Milan, então o time mais forte da Itália e um dos mais poderosos do mundo, campeão em 2010-2011. Foram 29 gols e muitas assistências em 116 jogos, encantando os torcedores rubro-negros do Norte italiano. Ronaldinho ainda teria tempo de ser campeão carioca em 2011 no Flamengo e campeão mineiro, da Libertadores e da Recopa Sul-Americana em 2013-14 no Atlético.

REI DA AMÉRICA – Na seleção brasileira, bem orientado por Tite, Ronaldinho foi campeão da Copa América 1999, e três anos depois, sob o comando de Luis Felipe Scolari, o técnico do último título Mundial em 2002, tornou-se figura central na primeira Copa realizada na Ásia. Um dos últimos grandes e merecidos prêmios que recebeu foi o cobiçado Rei da América, ganho por escolha unânime, em 2013, da equipe do jornal uruguaio El País, de Montevidéu.

Foto: The Sun