O Santos terminou outubro com uma dessas incríveis coincidências do futebol, ao repetir na noite de ontem (31), na Vila Belmiro, o placar da vitória do turno, no sábado, 13 de julho, em que foi o primeiro visitante a ganhar (1 x 0) do Bahia, no estádio de Pituaçu. O autor do gol voltou a ser o uruguaio Carlos Sanchez, outra vez em cobrança de pênalti.

BEM DIFERENTE – Com o gol de pênalti que converteu na noite de ontem (31), diante do menor público do ano na Vila Belmiro – 5.634 -, o meia Carlos Sanchez, uruguaio de 34 anos, manteve o Santos em terceiro com 55 pontos, após 16 vitórias. O 1 x 0 do turno, na décima rodada, deixou o Santos na vice-liderança com 23. O Palmeiras era líder com 26.

POUCO MELHOR – Santos e Bahia melhoraram na volta do intervalo, após o primeiro tempo lento e sem criatividade. O árbitro sequer precisou consultar o VAR para marcar o pênalti, tão clara a falta de Juninho em Marinho, aos nove minutosCarlos Sanchez bateu no canto esquerdo e o goleiro Douglas saltou para o outro lado.

NONA VITÓRIA – O Santos manteve o terceiro lugar com 55 pontos, seis à frente do São Paulo, último do G-4. Foi a nona vitória em 13 jogos como mandante, com três empates e só uma derrota. O argentino Jorge Sampaoli, que acumula oito cartões por advertência e já cumpriu duas suspensões, levou uma reprimenda forte do árbitro, ao reclamar de uma falta no atacante Marinho.

SANTOS – Everson, Pará, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Alison, Evandro e Carlos Sanchez; Marinho (Tailson, 32 do segundo tempo), Sasha (Jean Mota, 30 do segundo tempo) e Soteldo (Felipe Jonatan, 44 do segundo tempo). Alison completou 200 jogos, e com o terceiro cartão amarelo, não joga domingo (3) com o Botafogo, na Vila Belmiro.

O RECORDISTA – O meia uruguaio Carlos Sanchez, com 19 gols, é o terceiro estrangeiro artilheiro do Santos, depois do colombiano Jonatan Copete, com 26. O recordista é o argentino Juan Echevarrieta – 1911 – 1987 -, que jogou no Santos em 1942 e 1943, com 29, depois de ter sido também o décimo artilheiro estrangeiro da história do Palmeiras.

BAHIA – Douglas, Nino, Lucas, Juninho e Moisés; Gregore (Ronaldo, intervalo), Flávio e João Pedro (Marco Antonio, 11 do segundo tempo); Gilberto, Elber (Rogerio, 23 do segundo tempo) e Arthur. Mesmo com a terceira derrota consecutiva, o Bahia se manteve em nono com 41 pontos, e o próximo jogo também será como visitante com o Cruzeiro.

SETE CARTÕES – O árbitro Wagner Magalhães, da Federação do Rio de Janeiro, teve atuação correta e aplicou sete cartões amarelos: Pará, Lucas Veríssimo, Marinho e Alison, e os do Bahia: Gregore, Ronaldo e João Pedro. Com acerto, anulou por impedimento os gols de Sasha, aos 17 do primeiro tempo, e Juninho, aos 37 do segundo tempo. R$209.580,00. 5.634 pagantes na Vila Belmiro.

Foto: Santos FC