Dezenove gols nos seis jogos de abertura da Libertadores 2021, na noite de ontem (20), em que o futebol brasileiro teve 50% de aproveitamento, com a virada do Flamengo (3 x 2) sobre o Velez, na Argentina, e os expressivos 3 x 0 do São Paulo no Sporting Cristal, no Peru. Só o Santos e o Internacional decepcionaram, nas derrotas por 2 x 0 para o Barcelona, do Equador, em plena Vila Belmiro, e para o quase desconhecido Always Ready, da Bolívia, que teve retorno triunfal, após 53 anos de ausência. 

MUITO MAL – O Santos fez uma de suas piores apresentações e provou do veneno de suas próprias falhas, cometidas pelo técnico argentino Ariel Holan, uma delas a de iniciar com Pará no meio-campo. Fora da lateral, que só voltou a ocupar quando o atacante Lucas Braga substituiu o meia Tirani, Pará falhou no recuo da bola, e o atacante Carlos Garcez fez 1 x 0 aos 8 minutos. O segundo erro foi aos 24, quando tentou desviar cruzamento de Oyola e marcou gol contra, definindo o placar de 2 x 0.

COMPLICOU – Do grupo de quatro, só dois se classificam e o Santos se complicou porque terá que fazer o jogo de volta no Equador, onde é mais difícil vencer. O Barcelona iniciou bem fora de casa, ganhando o quarto de seus últimos cinco jogos no Brasil, e o Boca Juniors, favorito ao primeiro lugar do Grupo C, deve também faturar os primeiros três pontos hoje (21), ainda que o jogo com o boliviano The Strongest (O mais forte, em inglês) seja na altitude de 3.600 metros de La Paz.

CINCO CARTÕES – O árbitro uruguaio Andrés Matonte, de 33 anos, teve atuação correta, mesmo depois que a chuva intensa deixou o gramado da Vila Belmiro, com boa drenagem, mais pesado. Enquanto o único cartão amarelo do Santos foi pela reclamação de Soteldo, o Barcelona foi punido com quatro: Riveros, Pineida, Martinez, e o goleiro Victor Mendoza, que se levantou do banco de reservas para reclamar. Das 41 faltas, 24 do Barcelona. O Santos acertou mais passes (498 a 251), mas não fez sequer uma finalização que exigisse defesa difícil do goleiro Javier Burrai.

JOÃO PAULO, Madson (Vinicius Balieiro), Luan Peres, Kaiky e Felipe Jonatan; Alison (Lucas Lourenço), Pará e Pirani (Lucas Braga); Marinho, Marcos Leonardo (Kaio Jorge) e Soteldo – o Santos, que decepcionou na estreia da sua décima sexta participação na Libertadores, ao sofrer na noite de ontem (20), na Vila Belmiro, a trigésima quinta derrota em 148 jogos, dos raros em que não fez gol. O próximo jogo será terça (27) com o Boca, no alçapão argentino da Bombonera.

HISTÓRICA – Depois de cinco derrotas e um empate, no distante 1968, quando participou pela primeira vez, o Always Read conseguiu a primeira vitória na Libertadores: 2 x 0, com os gols no segundo tempo, no estádio Hernando Siles, na altitude de 3.600 metros de La Paz, porque o estádio do campeão boliviano, no município de El Alto, não tem iluminação. O meia Fernando Saucedo fez o 1 x 0 aos 8, de fora da área, no ângulo, e o atacante Algarañaz marcou o segundo aos 49, após falha de Zé Gabriel.

MARCELO LOMBA, Heitor, Zé Gabriel, Victor Cuesta e Moisés (Rodinei); Rodrigo Dourado, Edenilson (Praxades) e Maurício; Caio Vidal (Lucas Ribeiro e depois Nonato), Tiago Galhardo e Carlos Palacios (Yuri Alberto) – o Internacional, que decepcionou na estreia de sua décima quarta participação na Libertadores, ao sofrer na noite de ontem (20), na capital da Bolívia, a trigésima terceira derrota em 133 jogos. A sequência do Grupo B promete dificuldades para o Internacional.

TACHIRA 3 x 2 – O próximo adversário do Internacional é o Deportivo Tachira, da Venezuela, que estreou com vitória, de virada, na noite de ontem sobre o Olímpia, do Paraguai, no estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, a 805 km da capital Caracas. Lucas Gomez, Gondola e Trejo fizeram os gols do Tachira; Sosa e Torres, os do Olímpia, 44 vezes campeão paraguaio, três Libertadores e um Mundial de clubes. O Tachira foi oito vezes campeão da Venezuela e participa pela vigésima segunda vez da Libertadores.

Foto: Ivan Storti/Santos FC