Após eliminarem Boca e River, Santos e Palmeiras disputarão dia 30 no Maracanã, sem público, a terceira final brasileira da Libertadores, catorze anos depois de o Internacional ter sido campeão de 2006 na decisão com o São Paulo. É a primeira decisão entre equipes do mesmo estado, e o Santos pode se tornar recordista brasileiro com o quarto título, depois de ter sido o primeiro bicampeão em 62-63 e voltado a ganhar em 2011. O Palmeiras tenta o segundo título, 21 anos depois de 1999.

BOM LEMBRAR – O River, eliminado pelo Palmeiras, foi o vice-campeão na primeira decisão em jogo único e estádio neutro, ao perder (2 x 1 de virada) para o Flamengo, em 2019, no Peru. Campeão em 86, 96, 2015 e 2018, último ano da decisão em dois jogos, o segundo jogo foi disputado no estádio do Real Madrid (River 3 x 1 Boca), devido ao apedrejamento do ônibus do Boca, quando se aproximava para o jogo no estádio do River, depois do empate (2 x 2) no jogo de ida no estádio do Boca.

O BOCA, eliminado na noite de ontem (13) pelo Santos, na Vila Belmiro, desde 2007, quando ganhou a Libertadores pela última vez, tenta igualar o recorde de títulos do Clube Atletico Independiente, também de Buenos Aires, sete vezes campeão. Bom lembrar: depois de bicampeão em 64-65, o Independiente tornou-se o único a ganhar a Libertadores quatro vezes consecutivas, em 72-73-74-75, e seu último título foi em 1984.

MAIOR PRÊMIO – O campeão da Libertadores 2020 receberá o maior prêmio da história do principal torneio de clubes do continente: 15 milhões de dólares, ao câmbio atual, R$81 milhões. O vice-campeão ganhará 6 milhões de dólares, mais o que já foi pago pela participação nas fases anteriores. Nas redes sociais, o rei Pelé – do primeiro time brasileiro bicampeão da Libertadores e Mundial de clubes -, cumprimentou os jogadores: “Parabéns por me fazerem voltar orgulhoso ao passado”.

DONO DO JOGO – Com atuação superior do início ao fim, o Santos foi o dono do jogo da noite de ontem (13), na Vila Belmiro, e logo no primeiro minuto, Marinho acertou a trave. O Santos fez 1 x 0, gol de Diego Pituca, aos 16, aproveitando a sobra da bola que bateu no braço do zagueiro Lopez. Na volta do intervalo, em lance individual, Soteldo fez 2 x 0 aos 4, e aos 7, em jogada de Marinho, que o deixou livre, Lucas Braga completou o placar de 3 x 0, confirmando o Santos na grande final do dia 30.

CUCA, O QUARTO – O curitibano Alexi Stival (Cuca) é o quarto técnico, na quinta final do Santos na Libertadores. O santista Luis Alonso Perez (Lula) – 1922 – 1972 – foi bicampeão em 62-63, também do Mundial de clubes. O paulista Emerson Leão perdeu a decisão de 2003, em que o Boca venceu o Santos – 2 x 0 em Buenos Aires e 3 x 1 no Morumbi -, e o paulistano Muricy Ramalho foi o técnico da última Libertadores que o Santos ganhou em 2011 na decisão com o Peñarol.

O SEGUNDO – Aos 57 anos, Cuca tenta o segundo título da Libertadores, sete anos depois de ter sido campeão na única conquista do Atlético Mineiro, na noite de 24 de julho de 2013. O Atlético devolveu ao Olímpia, no Mineirão, os 2 x 0 da derrota no Paraguai, e ganhou (4 x 3) nos pênaltis. O time campeão: Victor, Michel (Alecsandro), Rever, Leonardo Silva e Jr.César; Pierre (Rosinei), Josué e Bernard; Diego Tardelli (Guilherme), Ronaldinho Gaúcho e Jô.

SANTOS – João Paulo, Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson); Alisson (Balieiro), Diego Pituca (Sandry) e Soteldo (Jobson); Marinho, Kaio Jorge e Lucas Braga (Jean Mota). Foi a trigésima segunda vitória do técnico Cuca em jogos da Libertadores. O Santos volta à Vila Belmiro, domingo (17), para o jogo com o Botafogo, pela trigésima rodada do Campeonato Brasileiro. Pará, o que mais jogou pelo Flamengo em 2017, completou 50 jogos na Libertadores nos 3 x 0 sobre o Boca.

BOCA JUNIORS – Andrada, Jara (Buffarini), Lopez, Izquierdoz e Frank Fabra; Campuzano, Diego Gonzalez (Capaldo), Villa e Salvio (Más); Soldano (Ramon Ábila) e Carlitos Tevez. O técnico Miguel Angel Russo, de 64 anos, natural de Lanús, foi meia campeão argentino no Estudiantes de La Plta e no Boca, que comandou no último título da Libertadores em 2007 e no campeonato argentino 2019-20.

EXPULSÃO – O árbitro Wilmar Roldan, de 40 anos, da Federação Colombiana de Futebol e desde 2008 na FIFA, atuou com firmeza e discrição, como no lance da expulsão de Frank Fabra. Depois de derrubar Marinho com falta dura, aos 10 do segundo tempo, o lateral-esquerdo colombiano de 29 anos, foi grosseiro ao pisar forte na barriga do atacante. Diego Pituca foi o único do Santos advertido com cartão amarelo. O zagueiro Izquierdoz e o meia Salvio, os advertidos do Boca.

DE TOUCA – Depois de choque casual, disputando a bola no alto com o atacante Soldano, o zagueiro Lucas Veríssimo sangrou muito na cabeça. Após alguns minutos atendido em campo, teve que sair no carrinho. Levou cinco pontos e retornou com touca preta de natação, atuando com a mesma segurança durante todo o segundo tempo. Lucas Veríssimo, de 25 anos, 1,91m, está vendido ao Benfica, mas só viajará para Portugal depois da decisão da Libertadores.