O São Paulo subiu quatro posições e terminou a quarta rodada em décimo terceiro com quatro pontos, ao empatar (1 x 1) com o Bahia, sob protesto dos torcedores na entrada do estádio do Morumbi, na noite fria e chuvosa de ontem (20), pela campanha ruim, em que o time só ganhou na estreia, 1 x 0 do Fortaleza, e depois perdeu (2 x 1) para o Vasco. Zerado em gols, o time fez e marcou três em três jogos, mas só se livrou da derrota para o Bahia nos minutos finais.

VANTAGEM – Com o gol do atacante Rossi, aproveitando bem o lançamento do ex-corintiano Rodriguinho, por trás dos zagueiros, e finalizando no canto, sem chance para o goleiro Tiago Volpi, aos 21 minutos, o Bahia saiu em vantagem para o intervalo, em jogo equilibrado e sem brilho. Formado na base do Fluminense e do Flamengo, Rossi, de 27 anos, 1,70m, é paraense de Prainha, pequeno município da região do Baixo Amazonas, e jogou no Vasco em 2019, antes de sair para o Bahia em janeiro deste ano.

ESTREANTE – Aos 10 do segundo tempo, quase gol olímpico de Elber, do Bahia, que aos 22 ficou sem o goleiro gaúcho Douglas, de 31 anos, 1,94m, que escorregou ao repor a bola, sentiu a coxa e foi substituído. O reserva Anderson, recifense de 36 anos, 1,90m, foi pouco exigido e não teve culpa no gol de empate, aos 41 minutos, marcado pelo estreante Luciano, de 27 anos, goiano de Anápolis, trocado por Everton, ex-Flamengo, que foi para o Grêmio. Luciano fez 15 gols em 31 jogos pelo Fluminense, em 2019, e agora está de novo sob a orientação do técnico Fernando Diniz no São Paulo.

EXPULSÃO – O árbitro Rodrigo Carvalhaes Miranda, da Federação do Rio de Janeiro, aplicou cartões amarelos em Vitor Bueno e Gabriel Sara, do São Paulo, e em Zeca e Gregore, volante do Bahia, que merecia a expulsão, aos 15 do segundo tempo, por falta grosseira no zagueiro equatoriano Robert Arboleda. Com razão, os jogadores do São Paulo se revoltaram, mas o protesto foi logo contornado. O empate (1 x 1) acabou se ajustando bem ao rendimento pouco efetivo das equipes.

SÃO PAULO – Tiago Volpi, Igor Vinícius (Gonzalo Carneiro), Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Tchê Tchê (Helinho), Igor Gomes (Luciano), Liziero (Gabriel Sara) e Daniel Alves; Vitor Bueno e Pablo. A situação do técnico Fernando Diniz está sob análise, após uma vitória, uma derrota e um empate, 3 gols a favor e 3 gols contra. O próximo jogo será domingo (23), em Recife, com o Sport, derrotado (1 x 0) pelo Santos, na noite de ontem (20), no estádio da Ilha do Retiro, na capital pernambucana.

BAHIA – Douglas (Anderson), João Pedro, Ernando, Juninho e Zeca; Gregore (Elton), Ronaldo e Rodriguinho (Daniel); Elber, Gilberto (Saldanha) e Rossi (Alesson). Com três jogos  o da primeira rodada com o Botafogo foi adiado , o Bahia, um dos cinco invictos,  é quarto com 7 pontos – 2 vitórias, 1 empate -, saldo de dois gols, com 4 marcados. O técnico Roger Machado lamentou o campo escorregadio, que influiu na queda de rendimento. O próximo jogo é domingo (23), em Fortaleza, com o Ceará.

 GOIÁS, PRIMEIRO A DEMITIR TÉCNICO

Quatro dias antes da estreia no Campeonato Brasileiro de 2020, o Santos demitiu o técnico português Jesualdo Ferreira, de 74 anos, e na noite de ontem (20), 24 horas após a derrota (3 x 1), em casa, para o Fortaleza, o Goiás anunciou a demissão do mineiro Ney Franco, de 54 anos, que em 2018 dirigiu o time na volta à Série A. Em 2020, Ney Franco saiu deixando o time em antepenúltimo entre os 20, depois de 36 vitórias, 28 derrotas e 15 empates, no total de suas três passagens pelo clube. 

O GOIÁS espera anunciar o novo técnico ainda nesta sexta (21), e quer que assuma já no clássico de amanhã (22) com o Atlético Goianiense, no estádio da Serrinha. Com a demissão de Ney Franco, foi anunciada também a saída do diretor de futebol Tulio Lustosa, no cargo desde 2017, que será substituído pelo ex-goleiro Harlei, de 48 anos, mineiro, pentacampeão pelo Cruzeiro, e recordista de jogos (831) pelo Goiás, entre 1999 e 2014, com 7 campeonatos, 3 Copas Centro-Oeste e 2 Brasileiros da Série B.

Foto: Atarde – UOL