Em um dos raros momentos de relaxamento, o quase sempre muito agitado Jorge Jesus revelou a amigos mais próximos, nos últimos dias, que sua meta é a seleção brasileira. Com objetivo fixo, ele descartou a possibilidade de voltar a Portugal após o Brasileirão e já decidiu que renovará o contrato com o Flamengo.

O PROBLEMA – O técnico sabe que o problema para assumir a seleção brasileira depende, antes de tudo, de um estrangeiro ser aprovado pela CBF. Não há registro, no histórico dos jogos oficiais, de que um treinador de outro país, tenha dirigido a seleção. A única exceção foi o argentino Filpo Nuñez, em amistoso em que o Palmeiras usou a camisa da seleção.

SÓ DOIS NOMES –  Nas 21 Copas do Mundo, todos os técnicos da seleção brasileira foram brasileiros, e só dois mantidos em duas consecutivas: Zagallo, campeão em 70, e quarto colocado em 74, e Telê Santana, unanimidade nacional, em 86, mesmo depois da eliminação nas quartas de final de 82. Tite poderia ser o terceiro na Copa de 2020.

UMA BRECHA – A recente contratação de Pia Sundhage, sueca de 59 anos, que assumiu a seleção feminina, pode ser uma brecha no conceito mantido ao longo de toda a história, de que nenhum técnico estrangeiro deve comandar a seleção brasileira. É a isso a que o técnico do Flamengo está atento, embora sabendo que Renato Gaúcho também é muito cotado.

NA HISTÓRIA – Com o Flamengo perto de voltar a ganhar o Campeonato Brasileiro, depois de longos nove anos, e de conquistar a Libertadores, após os ainda mais distantes 38 anos, Jorge Jesus vislumbra as chances de colocar seu nome no alto dos grandes feitos, ao se tornar o primeiro europeu, em uma só temporada, com os dois títulos mais importantes da América do Sul. 

Foto: Meia Hora