A maioria dos torcedores brasileiros, ouvidos pelo confiável Datafolha, rejeita que a seleção brasileira seja dirigida por técnico estrangeiro. O instituto de pesquisa do Grupo Folha fez a consulta, após o Campeonato Brasileiro de 2019 ter tido como campeão e vice o português Jorge Jesus e o argentino Jorge Sampaoli.

46% CONTRA – A pesquisa do Datafolha foi feita em 5 e 6 de dezembro, dias seguintes à rodada final, entrevistando 2.948 torcedores em 176 municípios das diversas regiões do país. 46% disseram ser contra a que um técnico estrangeiro dirija a seleção brasileira, mas 39% se mostraram a favor. Os indiferentes representaram 9%, e os que não opinaram, 7%.

TITE EM QUEDA – Em 2018, antes da Copa do Mundo, o técnico Tite era elogiado por 64% dos torcedores, que consideravam seu trabalho bom ou ótimo. Em julho de 2019, mesmo com a conquista invicta da Copa América, Tite entrou em queda no conceito da maioria torcedores. A aprovação caiu para 37%, com a maioria criticando o futebol defensivo.

BOM LEMBRAR – Em seus 18 primeiros jogos, desde 20 de setembro de 1914, a seleção foi dirigida por comissão técnica, na época chamada de Ground Commitee, geralmente com cinco, incluído o capitão. O primeiro jogo com técnico solo foi no Sul-Americano de 1921, quando Ferreira Viana Neto dirigiu a seleção em Buenos Aires, na derrota (1 x 0) para a Argentina.

ARGENTINO – Na história de 105 anos da seleção brasileira, a única exceção foi no feriado nacional de 7 de setembro de 1965, quando a então CBD – hoje CBF – convidou o Palmeiras para representar o Brasil no amistoso com o Uruguai. Melhor time da época, o Palmeiras era dirigido pelo argentino Nelson Filpo Nuñez, que se naturalizou brasileiro em 1969.

ACADEMIA – Valdir Moraes, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar (Procópio) e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar) e Rinaldo – foi a Academia do futebol paulista, que ganhou (3 x 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano) do Uruguai e conquistou a Taça Independência, no segundo jogo do Mineirão. 

ABERTURA – A contratação da técnica sueca Pia Sundhage, de 59 anos, que está dirigindo a seleção feminina, após ser campeã olímpica em 2008 e 2012 com a seleção dos Estados Unidos, é vista como abertura da CBF à vinda de um estrangeiro para comandar a seleção masculina. No entanto, os dirigentes até hoje não comentaram sobre a hipótese.