Ao não chamar jogadores que atuam no Brasil, o técnico Tite manteve o bom senso para os dois últimos amistosos do ano da seleção, em novembro, dia 15 com a Argentina, na Arábia Saudita, e dia 19 com a Coreia do Sul, nos Emirados Árabes. São jogos que só servem, para os que compraram o direito de vender a seleção, ganhar mais dinheiro.

FLAMENGO – O técnico disse que não recebeu, antes de fazer a lista, nenhum pedido para não convocar jogador do Flamengo, o que vai de encontro ao que foi revelado, horas antes, pelo clube. O certo que é tanto o Flamengo, que lidera com folga de 10 pontos, quanto Palmeiras e Santos, que ainda sonham com o título de 2019, foram preservados. 

NOVIDADES – Entre as novidades da lista, o goleiro Daniel Fuzato, da Roma, revelado pelo Palmeiras; com certeza, reserva do reserva Ederson, do City, porque Alisson, do Liverpool, está de volta. Dos quatro laterais, só Alex Sandro está em alta na Juventus. O desempenho de Danilo é fraco, tanto quanto o de Renan Lodi no Atlético de Madrid.

NO MEIO – Casemiro, Fabinho, Arthur e Coutinho são titulares. O técnico pode optar, durante o jogo, por outra chance a Paquetá, que ainda não se firmou no Milan, ou por Douglas Luiz, formado no Vasco, com bom início nas nove rodadas inglesas pelo Aston Villa, depois de boa temporada no espanhol Girona.

NEYMAR – Em recuperação de outro problema muscular, a ausência foi justificada pelo preparador físico, que tropeçou na gramática e cometeu erro de concordância muito frequente: “maioria das lesões que acometeram o atleta foram traumáticasCom certeza, mestre Aurélio não gostou.

RODRYGO, ex-Santos, parece ter ofuscado Vinícius Júnior no Real Madrid. O ex-Santos tem se destacado, enquanto o ex-Flamengo não consegue recuperar o bom início. Gabriel Jesus e Firmino serão titulares, restando as opções de Neres, Richarlison e do próprio Rodrygo. O veterano Willian, do Chelsea, está de volta, o que não deixa de ser uma surpresa.

REENCONTRO – Interromper a sequência de resultados ruins, após ganhar a Copa América, e mais que isso, voltar a jogar bem, não é mais que obrigação. A seleção que só empatou com Colômbia, Senegal e Nigéria, e perdeu do Peru, nada tem a ver com o histórico do futebol brasileiro de nível elevado em outros tempos.

Foto: Lucas Figueiredo / CBF/Divulgação