Cinco anos depois de ter sido rebaixado pela segunda vez, o Botafogo voltou a ficar sob ameaça do fantasma que o levou à Série B em 2003 e 2015, ao sofrer ontem (22) a sétima derrota – quinta em seu estádio -, que o manteve em penúltimo lugar, com 20 pontos em 21 jogos – 3 vitórias, 11 empates, 7 derrotas – e saldo negativo de 6 gols (21 a 27). A terceira e última vitória do time – 2 x 1 sobre o Sport – foi na décima quinta rodada, dia 11 de outubro. Desde então, três derrotas e dois empates.

MUITO RUIM – O jogo da noite de ontem (22), no estádio Nilton Santos, foi muito ruim. O pouco que melhorou, no segundo tempo, deve ser creditado apenas aos gols. O Fortaleza fez 1 x 0 com Bergson aos 16, teve gol anulado de David por impedimento de Tinga aos 20, mas aos 34, em boa jogada individual, David ampliou. O Botafogo deu a impressão de que reagiria, com o gol de Warley, de fora da área, aos 36, não teve forças para sequer chegar ao empate.

DIEGO CAVALIERI, Kevin (Marcinho), Benevenuto, Kanu e Victor Luis; Welison, Caio Alexandre (Warley), Honda (Eber Bessa) e Bruno Nazario; Kalou e Mateus Babi (Pedro Raul) – o time que o argentino Emiliano Diaz, filho do técnico Ramon Diaz, ainda em recuperação de cirurgia, está tentando reanimar a cada jogo, sem nenhum resultado prático. O próximo adversário é o líder Atlético, quarta (25), no Mineirão. No jogo do turno, em Fortaleza, 0 x 0.

O FORTALEZA conseguiu a primeira vitória sob a orientação do técnico Marcelo Chamusca, que estava no Cuiabá e substituiu Rogerio Ceni. O time subiu para o décimo primeiro lugar com 28 pontos em 22 jogos – 7 vitórias, 7 empates, 8 derrotas, saldo de 2 gols (22 a 20) – e o próximo jogo será na Arena Castelão, em Fortaleza, com o Goiás, último colocado. O time que ganhou do Botafogo: Felipe Alves, Tinga, Jackson, Wanderson (Ronald) e Bruno Melo; Juninho, Felipe (Carlinhos) e Romarinho (Osvaldo); Marlon (Yuri Cesar), David e Wellington Paulista (Bergson).

A FAIXA – Usando máscaras, os jogadores do Botafogo entraram em campo com uma faixa preta com letras brancas: “RACISMO EXISTE E MATA” – não só em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, mas também em referência à morte do gaúcho João Alberto Freitas, na última quinta (19), espancado e asfixiado por seguranças de um supermercado em Porto Alegre. Um crime bárbaro que repercutiu em todas as redes sociais, denegrindo a imagem do país.

Foto: André Durão/ge