A seleção da Suécia subiu ao pódio da oitava Copa do Mundo Feminina para receber a medalha de bronze, ao ganhar (2 x 1) da Inglaterra, na tarde deste primeiro sábado (6) de julho, diante de 20.316 pagantes, na Allianz Riviera, em Nice, no Sul da França. O terceiro lugar foi comemorado com muita festa pelo ex-atacante e técnico Kurt Peter Gerhardsson, de 59 anos, que ressaltou: “As meninas fizeram bonito e mereceram o sonho do bronze, depois da prata nos Jogos Olímpicos no Brasil”.

Gerhardsson começou a preparar a seleção pouco antes dos Jogos Rio 2016 e é a primeira vez que dirige mulheres: “São tão ou mais disciplinadas que os homens e assimilam as orientações com rapidez e facilidade – resumiu o treinador, que é de Uppsala, a 70 km da capital Estocolmo, e onde estão a maior Universidade e a maior Catedral da Escandinávia. Segundo ele, o futebol sueco, nivelado aos melhores do mundo, tem tendência acentuada de muito progresso nos próximos anos.

EM ONZE MINUTOS – As suecas iniciaram marcando pressão e conseguiram os dois gols em onze minutos, ambos por jogadoras que atuam na França. A meia Kosovar Asllani, de 29 anos, 1,65m, do Paris Saint Germain, após ganhar o campeonato e a Copa da Suécia, em 2008-09, marcou o primeiro gol aos 10, e o segundo, aos 21 minutos, foi da atacante Sofia Jakobsson, de 29 anos, 1,74m, do Montpellier desde 2014, depois de jogado em 2013 no Chelsea de Londres.

SEM ESPAÇO – As inglesas tentaram reagir pelo empate, depois que a atacante Fran Kirby, de 26 anos, desde julho de 2015 no Chelsea, conseguiu o gol aos 31, mas as suecas ocuparam bem os espaços e marcaram firme. A atacante Ellen White ainda fez o segundo gol, anulado por ter usado o braço. A russa Anastasia Postovoitova, de 38 anos, confirmou o toque no VAR. A árbitra foi zagueira na Copa de 2003 e é da Fifa desde 2009. Em maio, ela apitou em Budapeste Olympique 4 x 1 Barcelona, quando as francesas ganharam o quarto título europeu consecutivo.

AS DO BRONZE – Lindahl, Fischer, Sembrant e Eiksson; Asllani (Zigioti), Bjorn (Ilestedt) e Seger; Jakobsson, Rolfo (Hurtig) e Blackstenius – a seleção da Suécia, medalha de bronze com o terceiro lugar na oitava Copa do Mundo Feminina, posição que já havia conseguido em 1991 e 2011. O italo-suíçoGianni Infantino, presidente da Fifa, entusiasta do futebol feminino, disse que a próxima Copa poderá passar das atuais 24 para 32 seleções, conforme já aconteceu entre os homens.

MAIORIA – Das 24 seleções da Copa do Mundo Feminina em 2019 na França, 15 foram dirigidas por homens. Entre as mulheres das outras 9 seleções, as finalistas deste domingo (7): Estados Unidos x Holanda. Campeãs em 91, 99 e 2015, as americanas tentam o quarto título e a técnica Jill Ellis pode ser a primeira a ganhar dois consecutivos. A técnica holandesa Lieke Martens, melhor do mundo em 2017, tenta seu primeiro título em final inédita.