O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos anunciou na tarde desta quinta (5) a condenação, por oito anos sem poder exercer qualquer atividade no futebol, do ex-meia Michel Platini, um dos supercraques franceses da história de todos os tempos. Ele ainda tentou, em último recurso de quase duzentas páginas, evitar a decisão, mas os juízes resumiram: “Nós o condenamos pela gravidade dos delitos e pela necessidade de restaurar a reputação do futebol”.

PRESIDENTE – Depois de uma carreira brilhante, com 312 gols em 580 jogos, destacando-se na Juventus, com 103 gols em 222 jogos, três vezes artilheiro, bicampeão italiano e da Liga dos Campeões da Europa, Platini também foi um dos destaques da seleção da França, com 41 gols em 72 jogos, campeã da Copa da Europa de seleções, em 1984. Michel Platini elegeu-se presidente da União Europeia de Futebol (Uefa) em 2007.

CORRUPÇÃO – O ex-jogador francês, hoje aos 64 anos (21/6/1955), envolveu-se em escândalos de corrupção com o ex-presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, de 83 anos (10/3/1936), banido do futebol por desvio equivalente a R$300 milhões, depois que sucedeu João Havelange – 8/5/1916 – 16/8/2016 -, único brasileiro presidente da FIFA. O economista Joseph Blatter presidiu a FIFA de 1998 a 2015, expulso antes do final do mandato que iria até 2018.

SEM RECURSO – O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ressaltou que “a decisão final sobre o último apelo de Michel Platini é realmente definitiva e não deixa mais espaço para que interponha qualquer outro recurso”. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, criado em 21 de janeiro de 1959, tem sede em Estrasburgo, cidade do Leste da França, quase fronteira com a Alemanha, a 492 km da capital Paris. Seu nome original, em inglês, é European Court of Human Rights.

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