RAMON E O REPETECO NO VASCO

O canceriano Ramon Menezes, de 48 anos, mineiro, nascido em 30 de junho de 1972, em Contagem, na região metropolitana de BH, estreia no Brasileiro 2020 como técnico, motivado a repetir, com igual brilho, o que conseguiu como meia criativo e talentoso, entre 1989 e 2013. Foi campeão carioca, brasileiro e da Libertadores como um dos destaques do Gigante da Colina. Técnico desde 2013, substituiu Abel Braga em março e vê o Vasco entre os favoritos ao título de 2020.

AS CREDENCIAIS DE ROGERIO CENI

O aquariano Rogerio Ceni, de 47 anos, nascido em 22 de janeiro de 1973, em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, só acumulou recordes em 25 anos de carreira irretocável no São Paulo, entre 1990 e 2015: 1.237 jogos, 132 gols – 61 de falta, 69 de pênalti -, goleiro artilheiro recordista mundial; o que mais vezes foi capitão do time, em 982 jogos consecutivos, e o que mais venceu (601 jogos) com a mesma camisa, entre alguns dos mais marcantes.Maior ídolo de sempre do São Paulo, três vezes campeão paulista; duas vezes campeão brasileiro e da Libertadores; campeão mundial de clubes, Rogerio Ceni teve um espelho como técnico: mestre Telê Santana, bicampeão mundial de clubes e melhor do mundo sem ter ganho a Copa de 82. Nas credenciais do técnico do Fortaleza, a Série B do Brasileiro 2018; o Cearense e a Copa Nordeste 2019. Rogerio Ceni quer estar entre os primeiros do Brasileiro 2020.

A FILOSOFIA DE FERNANDO DINIZ

O ariano Fernando Diniz, de 46 anos, nascido em 27 de março de 1974, em Patos de Minas, a 415 km de BH, foi meia do Juventus, Palmeiras, Fluminense e Flamengo, assimilou boas orientações, e desde que se tornou técnico, em 2009, implantou a filosofia do futebol bem organizado, com resultados satisfatórios no Athletico Paranaense em 2018 e no Fluminense em 2019, quando saiu em setembro para o São Paulo. A recente eliminação das finais do Paulistão, com o Mirassol, ficou para trás.Fernando Diniz diz acreditar muito na afirmação como técnico, no Brasileiro 2020, baseando-se nos valores do tricolor do Morumbi. Ele ganhou a Copa Paulista em 2009 com o Votoraty e em 2010 com o Paulista de Jundiaí. Dar agora a volta por cima, e ganhar o primeiro Brasileiro, é a motivação maior de um técnico jovem, preparado e confiante.

TENTANDO APROVAR UM ESTILO

O virginiano Eduardo Coudet, de 45 anos, nascido na cidade portuária de Buenos Aires, capital argentina, é o mais novo dos quatro estrangeiros a comandar um time no Brasileiro 2020. Contratado em dezembro de 2019, Coudet está há sete meses no Internacional, tentando aprovar um estilo de futebol, que aprendeu 18 anos, entre 1993 e 2011, como meia campeão da Conmebol em 95 com o Rosário Central, e quatro vezes campeão argentino com o River. Eduardo Coudet faz o estilo mais tranquilo, diferente da maioria dos técnicos argentinos, quase sempre agitados e até explosivos, com pavio curto, que reclamam de tudo. Ele vê boa assimilação ao esquema do futebol mais pegado, como o que implantou no seu único título argentino como técnico, em 2018-19, com o Rosário, credencial que o trouxe ao Brasil.

O CAMINHO MAIS CURTO DO GOL

O taurino Roger Machado, de 45 anos, nascido em 25 de abril de 1975, em Porto Alegre, é técnico desde 2014, quando assumiu o Juventude, da Serra gaúcha. Por experiência própria, depois de mais de 500 jogos no vaivém de lateral-esquerdo – 404 pelo Grêmio, entre 94 e 2003, e 123 pelo Fluminense, entre 2006 e 2008, com direito ao gol do título da Copa do Brasil de 2007 -, Roger considera que os lados do campo representam o caminho mais curto do gol, porque a marcação é mais compacta no meio.Depois de 12 títulos como jogador e dois como técnico, em 2017 no Atlético Mineiro e em 2019 no Bahia, que dirige desde abril, Roger espera estrear no Brasileiro 2020 ainda mais motivado pela conquista da Copa do Nordeste, que começa a decidir hoje (1) com o Ceará.

21 ANOS DEPOIS, EM CAMPO

O aquariano Odair Hellmann, catarinense de 43 anos, nascido em 22 de janeiro de 1977, em Salete, a 260 km da capital Florianópolis, foi meia de 97 a 2010 e ganhou no primeiro ano o título gaúcho de 97 com o Internacional, e dois Brasileiros da Série C, em 1999, com o Fluminense, e em 2005 com o Clube do Remo. Técnico do Internacional em 116 jogos, entre 2017 e 2019, Odair Hellmann foi assistente de Rogerio Micale, em 2016, na seleção que ganhou a primeira medalha olímpica de ouro para o Brasil, vencendo a Alemanha, nos pênaltis, no Maracanã. Desde o início de 2020 no Fluminense, ganhou a Taça Rio e o vice-campeonato carioca.

DEFENSOR DO FUTEBOL DE ATAQUE

O leonino Felipe Conceição, de 41 anos, nascido em 9 de julho de 1979, em Nova Friburgo, a Suíça brasileira, é o terceiro mais novo dos técnicos do Brasileiro 2020 e adepto do futebol ofensivo que garante ser o forte do Bragantino, de volta à Série A. Formou-se na base do Botafogo, bicampeão de juniores 97-98, e ao encerrar a carreira em 2011, foi técnico dos sub-15 e 17. Ganhou experiência no Vitória de Guimarães, em 2007-08, e no Liaoning Whowin, do Norte da China.Felipe Conceição assumiu em 25 de janeiro e diz que o projeto do Bragantino se baseia em organização sólida, com o apoio da  Red Bull, empresa austríaca de energético desde 1987, bem-sucedida com o Leipzig, terceiro no último Alemão, a três pontos do vice-campeão Borussia Dortmund.

HORA CERTA DA SUPERAÇÃO

O aquariano Tiago Nunes, de 40 anos, nascido em 15 de fevereiro de 1980, em Santa Maria da Boca do Monte, a 307 km de Porto Alegre, não foi jogador, e começou como técnico em 2005 no Esporte Clube São Luis, de Ijuí, no Noroeste gaúcho. Foi dois anos seguidos campeão, em 2009 com o Luverdense, do Mato Grosso, e em 2010 com o Rio Branco, no Acre. Repetiu o feito em 2018-19 no Athletico, bicampeão paranaense e campeão da Copa do Brasil.O Corinthians deu grande salto de recuperação e Tiago Nunes vai iniciar mais otimista o Brasileiro, que o clube não ganha desde 2017. Antes, ele espera ser campeão paulista – joga a semifinal amanhã (2) com o Mirassol, que eliminou o São Paulo – e crê que decidirá com o Palmeiras.

TRICAMPEÃO MOTIVADO

O taurino Daniel Pollo Barion, de 38 anos, nascido em 5 de maio de 1982, em Ribeirão Preto, é o segundo técnico mais jovem do Brasileiro 2020. Foi volante de 2002 a 2014, mas no início de 2008 saiu para uma passagem curta pelo Rapid de Bucareste, no campeonato romeno. Ao voltar, fez 127 jogos e ganhou o tricampeonato pernambucano 2008-09-10 no Sport. Daniel Paulista, como passou a ser tratado, foi contratado em fevereiro para dirigir o Sport, após a saída de Guto Ferreira para o Ceará. Incrível quanto pareça, a uma semana da estreia no Brasileiro, o Sport tenta evitar a queda para a Série B do Pernambucano, no jogo de hoje (1), com o Decisão, da cidade de Bonito, no estádio de Caruaru.

TÉCNICO MAIS JOVEM DE 2020

O taurino Eduardo Barroca, carioca de 38 anos, nascido em 22 de abril de 1982, é o mais jovem dos 20 técnicos que iniciarão no próximo sábado (8), a Série A do Campeonato Brasileiro de 2020. Sem ter sido jogador, começou dirigindo os sub-13 do Flamengo e depois os sub-20 do Madureira. Em São Paulo, foi técnico dos sub-17 e sub-20 do Audax e do Corinthians, saindo em abril de 2019 para assumir o time principal do Botafogo.Pouso seguro foi o que Barroca encontrou no Coritiba. Depois de só seis meses no Botafogo, em outubro de 2019 ele já estava no Atlético Goianiense, que recolocou na Série A, e dias depois assinou com o Coritiba, na semana final do ano. Na volta das férias, iniciou a preparação para um grande retorno à elite do futebol brasileiro, que espera ser com a faixa de campeão. Amanhã (2) e quarta (5) decide o título com o Athletico, com direito ao segundo jogo em casa pela melhor campanha. Bom dizer: Eduardo Barroca, técnico do Coritiba, é só 13 dias mais novo que Daniel Paulista, técnico do Sport.

Fotos: Divulgação