O jogo da noite desta terça, 13 de outubro de 2020, será o de número 50 do técnico Tite no comando da seleção, desde 1 de setembro de 2016, quando estreou ganhando (3 x 0) do Equador, no estádio Atahualpa, em Quito. Desde então, em 49 jogos, Tite conseguiu 35 vitórias e 10 empates, com 105 gols marcados e 17 sofridos, e a única das quatro derrotas, em jogos oficiais – 2 x 1 para a Bélgica -, dia 6 de julho de 2018, em Cazã, eliminou o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo na Rússia.

TRÊS 1 x 0 – As outras três derrotas, todas por 1 x 0, foram em amistosos. A primeira, em 9 de junho de 2017, em Melbourne, na Austrália, para a Argentina, com o gol de Gabriel Mercado; a segunda, em 10 de setembro de 2019, em Los Angeles, para o Peru, com o gol de Luis Abram, e a terceira, em 15 de novembro de 2019, em Riad, na Arábia Saudita, com o gol de Messi. A vitória mais ampla da seleção, com Tite, foi a goleada (7 x 0) sobre Honduras, no amistoso de 9 de junho de 2019, em Porto Alegre.

TRÊS 5 x 0 – A goleada da estreia nas eliminatórias para a Copa de 2022, na última sexta (9), na Arena Corinthians, foi a segunda de 5 x 0 na Bolívia, que havia sofrido a primeira, em 2018, na Arena das Dunas, em Natal. No entanto, a mais expressiva das quatro goleadas, pela qualidade técnica do adversário, foi a de 4 x 1 sobre o Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu, em 2018. O outro 5 x 0, com Tite no comando, foi imposto ao Peru, na final da Copa América de 2019, no Maracanã.

CAPITÃO – Tite gosta de rodízio entre os capitães. A braçadeira de Casemiro, no jogo com a Bolívia, será usada hoje (13), no Peru,  por Tiago Silva, carioca de 36 anos, que em seu jogo 91 se igualará ao ex-meia Kaká, como décimo quinto com mais jogos pela seleção. Cafu, último capitão a erguer a taça, fez 142 jogos, mais 10 que Roberto Carlos, o outro lateral em 2002. Rivellino é o terceiro,, com 120. Daniel Alves, 118. Djalma Santos e Pelé, 113. Lúcio, 105. Robinho, 102. Taffarel e Neymar completam a lista  dos que passaram dos 100, com 101 jogos.

36 ANOS – Depois da primeira Copa, em 1930, o Peru só voltou em 1970, dirigido pelo bicampeão mundial Didi, e eliminado (4 x 2) pelo Brasil nas quartas de final, mas em sua melhor colocação, sétimo. Pela única vez, o Peru participou de duas Copas consecutivas, em 78 – outra vez eliminado (3 x 0) pelo Brasil – e em 82, com outro técnico brasileiro, Tim. O argentino Ricardo Gareca, de 62 anos, é o técnico desde 2015, mantido porque classificou o Peru, 36 anos depois, para a Copa de 2018.

COVID-19 – O Peru chegou a ter a mais elevada taxa de mortalidade dos 20 países mais afetados pelo novo coronavírus, à frente dos Estados Unidos, Brasil e México, mas o presidente da República, Martin Vizcarra, de 57 anos, conseguiu reduzir com medidas enérgicas. Os números do final da noite de ontem (12), registravam 849.371 casos, 33.305 óbitos, mas na capital, Lima, sede do jogo de hoje (13), as mortes caíram para 1.621, e os casos para 42.458. 

DOIS JOGADORES da seleção peruana foram afastados do jogo com o Brasil, após o teste positivo, os atacantes Alex Valera, de 24 anos, e Raul Ruidíaz, de 30. Outros dois dependem do resultado do segundo teste, que será revelado na tarde de hoje (13), dia do jogo: o zagueiro Christian Ramos, de 31 anos, e o atacante Aldair Rodriguez, de 26. O técnico Ricardo Gareca está preocupado com a ausência de mais dois jogadores importantes.

PEDIDO NEGADO – O presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burgo, advogado, que faz 63 anos hoje (13), dia do jogo, chegou a tentar a liberação de cinco mil ingressos, mas a neurologista Pilar Mazzetti, de 64 anos, ministra da Saúde, de volta ao cargo após seis anos, negou com veemência. As autoridades sanitárias estarão no estádio desde o meio-dia  o jogo será às sete da noite , para os testes finais em todos os que vão trabalhar, incluindo os integrantes da equipe de arbitragem. Peru x Brasil será apitado por Julio Bascuñan, chileno de 42 anos, desde 2014 na FIFA. A previsão é de tempo bom, com 21 graus na hora do jogo.

Foto: Lance!