Thiago Ribeiro/AGIF

Não se sabe exatamente o que o técnico da seleção brasileira foi fazer na tarde calorenta deste sábado (19) no Maracanã, mas ele estava lá, em uma das cabines, isolado, acompanhando a estreia do Fluminense no Campeonato Carioca. A exemplo dos menos de sete mil torcedores, Tite nada ter visto, a não ser que o time do Fluminense é fraco e só se livrou da derrota no final, e que o Volta Redonda não teve competência para liquidar o jogo quando vencia e chutou um pênalti para fora. 1 x 1 de chorar.

SOFRIMENTO – Foi só uma pequena demonstração do que será o sofrimento dos torcedores do Fluminense em 2019. No ritmo da estreia, chance zerada de ganhar o Carioca e chance aumentada, como até o último jogo de 2018, de tentar evitar o rebaixamento no Brasileirão. Sem bons jogadores não se faz bom time e sem um bom time nada se ganha. Ou, como gostava de dizer meu amigo Oto Glória, técnico com quem aprendi boas lições no futebol: “Não se faz omelete sem ovos”.

1 x 0 e CHANCE – O Volta Redonda saiu para o intervalo com 1 x 0, gol do atacante João Carlos, que cobrou bem o pênalti do goleiro Rodolfo no atacante Douglas Lima, aos 37. Logo aos três minutos do segundo tempo, Calazans fez pênalti em Vandinho, mas o meia Marcelo chutou à direita da trave. Também não se soube porque João Carlos, que havia convertido o primeiro pênalti e ainda ficaria mais 25 minutos em campo, não bateu o segundo pênalti.

EMPATE NO FIM – Quando a estreia com derrota parecia inevitável, eis que o zagueiro Ibañez, aos 43, evitou o sabor vexame e fez o gol do empate, aproveitando a volta da bola, que explodiu no travessão, no chute de João Pedro. Como no intervalo, o time saiu vaiado e sem deixar esperança de que poderá render mais e ganhar o segundo jogo, quinta (24), com o Americano, que é de Campos, mas vai mandar os jogos em Cabo Frio. Uma das muitas coisas sem explicação no Campeonato Carioca.

ESCALAÇÃO – Rodolfo, Ezequiel, Ibañez, Digão (Mateus Ferraz, aos 20 do primeiro tempo) e Mascarenhas; Airton, Zé Ricardo (João Pedro, intervalo) e Daniel (Igor Julião, aos 26 do segundo tempo); Calazans, Everaldo e Luciano. Sim, ainda que você, tricolor, não acredite, foi o time do Fluminense que estreou no Campeonato Carioca de 2019, empatando (1 x 1) com o Volta Redonda, no Maracanã quase vazio e não só de público, mas, principalmente, de futebol. 

NEM MESMO com mais um em campo, desde a expulsão do lateral-direito Luis Gustavo, do Volta Redonda, que levou o segundo amarelo e o vermelho em seguida, por falta em Everaldo, travado no contra-ataque, aos 30 do segundo tempo, o Fluminense soube tirar proveito da vantagem. Wagner Magalhães, árbitro Fifa, acertou na marcação dos pênaltis e na aplicação dos amarelos para o goleiro Rodolfo, pelo pênalti, e no segundo amarelo, seguido do vermelho, para o lateral Luis Gustavo.

QUATRO SAÍDAS – O Fluminense ficou sem Julio Cesar, Gum, Richard e Sornoza, titulares em 2018. Acertou com o volante Bruno Silva, ex-Botafogo e Cruzeiro, e com o atacante colombiano Yony Gonzalez, que estão sendo preparados. O meia Ganso, que não se firmou na Europa, foi descartado porque o Sevilha quer um clube que pague o salário integral dele. E assim o Fluminense, com a camisa sem anunciante e sem perspectiva, vai continuar seu calvário em 2019. Com renda de R$156.416,00 e 6.192 pagantes. Como na canção do tricolor Chico Buarque, “quem te viu, quem te vê”…