O STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – manteve em julgamento no início da tarde desta terça (18), em sessão itinerante, em Salvador, a vitória (1 x 0) do Palmeiras sobre o Botafogo, que tentou a anulação do jogo da sexta rodada, realizado no sábado, 25 de maio, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Com a decisão, o Palmeiras passa a ter 25 pontos nas nove rodadas disputadas, com 8 vitória e 1 empate, ampliando para cinco pontos a vantagem sobre o vice-lider Santos, com 20 pontos, e o Flamengo, terceiro colocado com 17. O Internacional, com 16 pontos, completa o G4.

RESUMO – A sessão começou com o relator Decio Neuhas fazendo um resumo do jogo e antecipando a exibição do video sobre o lance da marcação do pênalti a favor do Palmeiras, convertido pelo zagueiro paraguaio Gustavo Gomez no único gol do jogo, que o Botafogo, sem sucesso, tentou anular. O Botafogo foi representado pelo advogado Aníbal Rouxinol, que fez perguntas ao árbitro Paulo Roberto Alves Junior, de 36 anos, representante comercial, que atua pela Federação Paranaense de Futebol.

O Palmeiras foi representado pelo advogado André Sica. A revisão do lance durou dois minutos, tempo médio usado pelos árbitros para consultar o árbitro de vídeo. O árbitro do jogo foi ouvido apenas como informante, como salientou Paulo Cesar Salomão, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, “apenas para prestar auxílio”. O relator foi bem objetivo ao dizer que “o video mostrou com muita clareza que o árbitro de campo agiu de modo muito correto”.

O supervisor do árbitro de video, Adriano Milczvski, também da Federação Paranaense, estava em Curitiba e depôs através de videoconferência. Disse que o lance da marcação do pênalti foi mostrado pela câmera colocada na lateral da rede da trave, onde estava o goleiro do Botafogo. Foi categórico ao afirmar que “o árbitro não autorizou o reinício do jogo”. Sem convencer, como depois a votação comprovou, o advogado do Botafogo insistiu na tese de erro de direito para anular o jogo, o que não conseguiu.

OS VOTOS – O primeiro foi do relator Decio Neuhas, que não acolheu o pedido de anulação do Botafogo: “Um erro de protocolo não pode anular um jogo” – resumiu. Otávio Noronha, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), foi breve ao votar contra: “Não houve fato relevante para para justificar a anulação”. Ronaldo Piacente, vice-presidente administrativo, também foi contra: “O VAR corrigiu um erro do árbitro de campo, que não havia marcado o pênalti”.

O quarto voto, também contra, foi do auditor João Bosco Luz“Ficou claro que não se ouviu o apito do árbitro para autorizar o recomeço do jogo. Acompanho o voto do relator”. O quinto voto contra, suficiente para manter o resultado do jogo, foi do auditor José Perdiz: “Sou contra a anulação e só quero lamentar que os jogadores tenham feito muita pressão sobre o árbitro”.

UNANIMIDADE – Seguiram-se os votos dos auditores Mauro Lima e Silva, Arlete Mesquita e Antonio Valentim, e o do presidente Paulo Cesar Salomão, tornando a decisão unânime pela manutenção do resultado de campo: Botafogo 0 x 1 Palmeiras.

Foto: Press From