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WILTON PEREIRA SAMPAIO estava muito bem cotado e seria o terceiro brasileiro a apitar a final da Copa do Mundo de 2022, depois de Arnaldo Cesar Coelho em 1982 – Itália 3 x 1 Alemanha – e Romualdo Arppi Filho em 1986 – Argentina 3 x 2 Alemanha -, mas derrapou nas quartas de final França 2 x 1 Inglaterra e perdeu a chance.

A FINAL DA 22ª COPA, primeira no Oriente Médio e última com 32 seleções, entre França e Argentina, que tentam o terceiro título, será apitada pelo polonês Szymon Marciniak, de 41 anos, árbitro Fifa desde 2011. Será seu terceiro jogo, depois de França 2 x 1 Dinamarca, na fase de grupos, e Argentina 2 x 1 Austrália, nas oitavas.

ENQUANTO ISSO, Wilton Sampaio apitou quatro jogos: Holanda 2 x 0 Senegal, Polônia 2 x 0 Arábia Saudita, Holanda 3 x 1 Estados Unidos e França 2 x 1 Inglaterra, em que foi muito criticado pelos ingleses. O protesto exerceu influência em seu afastamento dos dois últimos jogos, principalmente o da final Argentina x França.

OS OUTROS QUATRO brasileiros estarão relegados a Marrocos x Croácia, decisão do 3º lugar, que Abdulrahman Al-Jassim, do Catar, vai apitar sábado (17). Raphael Claus será o 4º árbitro, depois também de muitas críticas pelos 24 minutos de acréscimos em Inglaterra 6 x 2 Irã, Marrocos 2 x 1 Canadá.

RAPHAEL CLAUS será apenas o 4º árbitro de Marrocos x Croácia e nesse mesmo jogo, pelo 3º lugar, a catarinense Neuza Inês Back será árbitra assistente reserva. Os outros dois assistentes também terão missão secundária: Bruno Pires, observador dos lances de impedimento, e Bruno Boschilia, assistente reserva do VAR.

O ÁRBITRO DA FINAL havia apitado Argentina 1 x 1 Islândia, em que Messi perdeu pênalti na Copa de 2018, e foi afastado após Alemanha 2 x 1 Suécia, ao deixar de marcar pênalti claro para a Suécia. O polonês Marciniak apitará o terceiro jogo na Copa de 2022, depois de França 2 x 1 Dinamarca e Argentina 2 x 1 Austrália.

MARCINIAK será o 16º europeu, primeiro da Polônia, em 22 finais de Copa, em que só ingleses e brasileiros apitaram duas decisões consecutivas: George Reader, em Brasil 1 x 2 Uruguai (1950) e William Ling, em Alemanha 3 x 2 Hungria (1954), e Arnaldo Cesar Coelho, em Itália 3 x 1 Alemanha (1982), e Romualdo Arppi Filho, em Argentina 3 x 2 Alemanha (1986).

A COPA DE ALTA TENSÃO

NENHUMA OUTRA COPA foi tão tensa quanto à primeira, que o Uruguai ganhou da Argentina por 4 x 2, diante de 80 mil torcedores, no domingo, 30 de julho de 1930, no Estádio Centenário, em homenagem aos 100 anos da primeira Constituição do Uruguai. Embora em Montevidéu, a maioria dos torcedores era de argentinos.

Jean Langenus, árbitro belga, apitou em 1930 Uruguai 4 x 2 Argentina,
primeira final da Copa do Mundo.

O ÁRBITRO JEAN LANGENUS, belga de 39 anos, exigiu: seguro de vida, proteção de 100 policiais e que o navio saísse do porto de Montevidéu minutos após o jogo. A elegância predominava no traje da época e ele atuava de terno e gravata, e usava boina. A primeira discussão foi sobre a bola a ser usada.

A BOLA URUGUAIA era mais pesada que a argentina. Com diplomacia, o árbitro decidiu e avisou aos capitães: o 1º tempo será com a bola dos visitantes. O jogo não teve nenhum lance polêmico e o Uruguai venceu por 4 x 2. Dois anos antes, o Uruguai já havia vencido a Argentina por 2 x 1, na final dos Jogos Olímpicos de 1928.

PRIMEIROS GOLEIROS-CAPITÃES

2ª Copa do Mundo, 1934, única final com goleiros-capitães: Gianpiero Combi, à
esquerda, e Frantisek Planicka, com o árbitro sueco Ivan Eklind.

O SUECO IVAN EKLIND, de 28 anos, foi o árbitro mais jovem a apitar uma final de Copa do Mundo, no domingo, 10 de junho de 1934, diante de 55 mil torcedores no estádio do Partido Nacional Fascista, em Roma. A única decisão em que os goleiros eram os capitães: Gianpiero Combi, de 31 anos, e Frantisek Planicka, de 30 anos. 

A ITÁLIA VENCEU a Tchecoslováquia por 2 x 1, com jogadores e árbitros obrigados a fazer a saudação fascista ao ditador Benito Mussolini, que acenou da tribuna. Quatro anos depois, na França, a Itália venceu a Hungria por 4 x 2, em jogo apitado pelo francês Georges Capdeville, sendo a primeira a ganhar duas Copas seguidas.

+ O INGLÊS GEORGE READER, de 54 anos, foi o mais velho a apitar uma final de Copa, a de 1950, Brasil 1 x 2 Uruguai, diante de 210 mil torcedores, na tarde do domingo, 16 de julho, no Maracanã. Ele havia apitado a abertura, Brasil 4 x 0 México, e a maior goleada, Uruguai 8 x 0 Bolívia, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

+ O PRIMEIRO dos cinco expulsos em final foi o zagueiro francês Marcel Desailly, aos 23 minutos do 2º tempo, ao receber o segundo cartão amarelo por falta em Rivaldo. A decisão da Copa de 98, França 3 x 0 Brasil, foi a única apitada por um africano, o marroquino Said Belqola.

  • SÓ DOIS GOLEIROS foram expulsos em Copa: Gianluca Pagliuca em Itália x Brasil, em 1994, e Itumeleng Khune em África do Sul x Uruguai, na primeira fase, em 2010.
  • O PRIMEIRO TÉCNICO expulso em Copa do Mundo foi o português Fernando Santos, que dirigia a Grécia na Copa de 2014, a segunda realizada no Brasil.
  • PORTUGAL 1 x 0 foi o jogo com mais cartões: 16 amarelos e 4 vermelhos, aplicados pelo árbitro russo Valentin Ivanov, em 2006, segunda Copa na Alemanha, a que mais cartões vermelhos registrou: 28 em 64 jogos.
  • O BRASIL lidera a estatistica de cartões vermelhos, com 11 em 22 Copas. A Argentina teve expulsos em 16 Copas; o Uruguai, 9 em 12 Copas. Só não houve expulsão de campo nas Copas de 1950 no Brasil e 1970 no México.
  • A EXPULSÃO MAIS RÁPIDA das Copas foi a do lateral uruguaio José Batista, aos 56 segundos, por um carrinho que tirou do jogo o atacante escocês Gordon Strachan, na 6ª feira, 13 de junho de 1986, no estádio Neza, no México. O árbitro do 0 x 0 foi o francês Joel Quiniou.

Fotos: Divulgação, Placar