Hoje, sábado, 8 de fevereiro de 2020, faz um ano que 10 jovens morreram enquanto dormiam nas instalações do Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, sem ter como escapar do incêndio. É muito tempo de dor e sofrimento das famílias para que um caso de tamanha gravidade ainda não tenha sido resolvido. Esperava-se que o clube, culpado pela maior tragédia de sua história, fosse mais ágil na solução de um caso tão chocante.

O FLAMENGO tem sido de lentidão excessiva e essa passividade está em desacordo com a velocidade dos tempos atuais em que tudo se resolve com muita rapidez. Além da pouca pressa, o clube também é alvo de queixas, muitas queixas das famílias, sobretudo pela desatenção, que inclui falta de contato e até mesmo de abandono, como salientou ontem (7), na Assembleia Legislativa, o pai de uma das vítimas da tragédia.

CORAGEM – O Flamengo não tem tido coragem para encarar o problema de frente, olho no olho, como deveria ser desde que aconteceu a tragédia. A ausência do presidente do clube, na instalação de ontem (7) da CPI da Assembleia Legislativa, foi outra demonstração clara que expõe o medo. É possível que vá na próxima sexta (14), já então sob ameaça de que, se não comparecer outra vez, será conduzido pela força policial. Aí vira vexame.

NÃO HÁ EXCESSO em repetir que o Flamengo nunca aceitou ficar frente a frente com os jornalistas para responder, cara a cara, todas as perguntas. O clube se restringiu a um video que postou em suas redes sociais na semana passada, só com o presidente, o vice-presidente jurídico e um diretor se pronunciando. Perguntas elaboradas pelo clube, só do interesse do clube. Postura própria de quem evita o confronto, como o presidente fez ao falta à primeira reunião da CPI de ontem (7) na Assembleia Legislativa.

MARÇO, pela informação de integrantes da CPI, é o fim do prazo para as denúncias, depois que a perícia no local da tragédia foi concluída com muita competência pela Polícia Civil. Que todos os denunciados arquem com as consequências da irresponsabilidade e que não haja nenhum um pouco de benevolência com os culpados, sejam eles quem forem. O Flamengo e seus dirigentes não estão acima da lei. A lei deve e tem que ser igual para todos.