EMBORA OS GOLS só tenham sido marcados no 2º tempo, quando os pontas se soltaram mais, a Inglaterra comemorou a classificação às oitavas de final em 1º do Grupo B, impondo 3 x 0 ao País de Gales, na noite desta 3ª feira (29), diante de 44.297 espectadores, no estádio Ahmed bin Ali.

DEPOIS DOS GOLS, aos 5 e aos 6 minutos do 2º tempo, os ingleses usaram passaram a cantar “Are you Scotland in disguise?” (Vocês são a Escócia disfarçada?), provocando os torcedores galeses, que viam sua seleção ser eliminada, 64 anos após cair para o Brasil por 1 x 0, 1º gol de Pelé em Copas, em 1958 na Suécia.

AINDA QUE TENHA estreado com a primeira goleada da Copa de 2022 – 6 x 2 no Irã -, a seleção inglesa virou alvo de muita crítica, principalmente de alguns de seus ex-jogadores, como o artilheiro Wayne Rooney, após o apagado 0 x 0 do segundo jogo com os Estados Unidos. O técnico Gareth Southgate sentiu a pressão.

MARCUS RASHFORD, o nome do jogo, saiu aplaudido de pé, após o belo gol de falta no ângulo, aos 5 minutos do 2º tempo, e o terceiro gol, que marcou aos 23. O segundo gol foi do outro ponta, Phil Foden, aproveitando o cruzamento rasteiro do artilheiro Harry Kane, um minuto após Rashford abrir o placar.

MARCUS RASHFORD, de 25 anos, um dos ídolos do Manchester United, igualou-se com três gols ao holandês Cody Gakpo e ao francês Mbappé, os artilheiros da Copa, que teve a despedida do equatoriano Enner Valencia, também com três gols. Entre os 11 com 2 gols, Messi, Morata, Giroud e Richarlison.

A INGLATERRA jogava com a vantagem do empate, mas ficou claro que se empenhou em fazer uma exibição convincente, ainda que não tenha tido brilho no 1º tempo. O técnico, mais aliviado, até assumiu o favoritismo nas oitavas de final que disputará domingo (4), com o Senegal, que revelou não ter visto jogar.

JÁ SE PASSARAM oito Copas e a Inglaterra ainda vive da lembrança da única que ganhou, em 1966, ao vencer a Alemanha por 4 x 2, na prorrogação, diante de 100 mil torcedores no então Estádio Imperial de Wembley. Os ingleses voltam a ter otimismo, 56 anos depois, mas sem tanta convicção de que voltarão a ganhar a Copa.

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