Recordista com 15 títulos, sete a mais que o Brasil, o Uruguai estreou com a maior goleada (4 x 0 no Equador), na noite deste domingo (16), no Mineirão, no primeiro jogo da Copa América 2019 com três gols no primeiro tempo, marcados por Lodeiro, Cavani e Suarez. O quarto gol foi contra do zagueiro Arturo Mina, e o Equador jogou com 10 desde os 23 do primeiro tempo, com a expulsão do lateral Quintero, que atingiu o rosto de Lodeiro com o cotovelo, provocando sangramento.

MUITO FÁCIL – O jogo foi dominado do início ao fim pelo Uruguai, sem que o goleiro Fernando Muslera, todo de verde, tenha feito uma única defesa difícil, e a goleada começou logo aos cinco minutos. Em bonita jogada individual, Lodeiro aplicou dois dribles e finalizou de canhota no canto esquerdo. Nove minutos depois que o Equador ficou com 10, o Uruguai ampliou com o gol mais bonito: Lodeiro e Godin tabelaram de cabeça e Cavani completou de voleio aos 32. Suarez marcou o terceiro aos 43.

TOCADO – O Uruguai voltou do intervalo para manter o resultado, com toque de bola na troca de passes. O segundo tempo foi lento e o Equador, sem poder ofensivo, não esboçou a mínima reação. O quarto gol foi contra, aos 34, quando Pereiro cabeceou na direção de Suareze o zagueiro Arturo Mina  chutou contra o próprio gol, no ângulo esquerdo. Foi o segundo jogo com quatro gols e o Uruguai lidera o Grupo C, que Japão e Chile completarão nesta segunda (17), ao estrearem no estádio do Morumbi.

OS DESTAQUES –  O meia canhoto Nicolás Lodeiro, de 30 anos, joga no Seattle Sounders, da Liga dos Estados Unidos desde 2016. No Botafogo, de 2012 a 2014, fez 85 jogos e marcou 17 gols. Campeão carioca e vice-artilheiro em 2013. Edinson Cavani, de 32 anos, sete vezes campeão francês no PSG, marcou 193 gols em 278 jogos desde 2013. Luis Suarez, de 32 anos, está no Barcelona desde 2014, com 177 gols em 247 jogos. 

O RECORDISTA – Óscar Tabárez, de 72 anos, é o técnico da seleção desde 2006, foi quarto lugar da Copa de 2010 e está com o contrato renovado até 2022. Mesmo no período em que sofreu com uma doença degenerativa, que o impedia de ficar na área técnica, a Associação Uruguaia o manteve pela qualidade do trabalho e o excelente relacionamento que mantém com os jogadores. 

URUGUAI – Fernando Muslera, Martin Caceres, Gimenez, Diego Godin (cap) e Laxalt; Betancur, Nandez (Pereiro, 19 do segundo tempo), Vecino (Valverde, 36 do segundo tempo) e Lodeiro (Torreira, 29 do segundo tempo); Suarez e Cavani. O próximo jogo será com o Japão, quinta (20), na Arena Grêmio, em Porto Alegre. O capitão Diego Godin trocou o Atlético de Madrid pela Inter de Milão, que defenderá nas próximas quatro temporadas.

EQUADOR – Alex Dominguez, Quintero, Achiller, Arturo Mina e Caicedo; Intriago, Orejuela, Mena (Velasco, 27 do primeiro tempo) e Antonio Valencia; Preciado (Ibarra, intervalo) e Enner Valencia. O técnico Hernan Darío Gomez, de 63 anos, é colombiano e já dirigiu as seleções da Guatemala e do Panamá. O Equador fará o segundo jogo na próxima sexta (21) com o Chile, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

DOIS CARTÕES – Anderson Luis Daronco, da Federação Gaúcha, teve atuação segura. Além da expulsão acertada do lateral Quintero, o árbitro só mostrou dois cartões amarelos: no primeiro tempo, aos 13 minutos, para Lodeiro, por falta em Intriago, e aos 19 do segundo tempo para o zagueiro Gimenez, por falta em Orejuela. Uruguai 4 x 0 Equador não depertou interesse em Belo Horizonte, registrando-se no Mineirão R$1.534.535,00, com 13.611 pagantes. Em todos os estádios da Copa América, a mesma reclamação: ingresso caro, muito caro.

Foto: El País