Com o recorde de público da Copa América 2019 – 49.275 pagantes -, na noite de ontem (24), no Maracanã, o Uruguai venceu (1 x 0) o Chile, atual bicampeão, e agora tenta ampliar o recorde de campeão da Copa América, que ganhou 15 vezes, 14 invicto, desde 1916 à última conquista em 2011. O gol que deu o primeiro lugar do Grupo C aos uruguaios foi de Edinson Cavani, de cabeça, aos 36 do segundo tempo, pouco antes da marca do pênalti, no cantinho direito, rente à trave do goleiro Arias.

RECUOU MUITO – O Chile entrou com a vantagem do empate para terminar em primeiro lugar na fase de grupos, mas recuou muito e acabou pagando pelo excesso de cautela. Depois que levou o gol, tentou recuperar a liderança, mas era tarde. O Uruguai completou o segundo jogo sem sofrer gol, assumiu a liderança e jogará com o Peru, sábado (29), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Será o último jogo do mata-mata das quartas de final, que terá sexta (28) Argentina x Venezuela e Colômbia x Chile.

O ARTILHEIRO – Edinson Cavani, de 32 anos, 1,84m, nascido em Salto, a 500 km da capital Montevidéu, começou campeão uruguaio em 2007, no modesto Danúbio, de onde saiu para o Palermo, destacando-se no Campeonato Italiano e marcando 37 gols em 117 jogos em três temporadas. Do Napoli, onde jogou de 2010 a 2013 e marcou 104 gols em 138 jogos, foi para o PSG, em 2013, comprado por 60 milhões de euros (180 milhões de reais). 

CAVANI participou como artilheiro de cinco dos seis títulos de campeão francês e é ídolo dos torcedores do PSG. Na seleção, em que atuou desde 2008, completou com o gol da vitória sobre o Chile 113 jogos e 48 gols. Na carreira, Cavani já marcou 347 gols em 564 jogos. Ele é só elogios ao técnico Óscar Tabárez, de 72 anos, o mais antigo no comando de uma seleção nacional e perto de completar 200 jogos. Tabárez foi campeão da Copa América em 2011 e dirigiu o Uruguai nas Copas do Mundo de 2010, 2014 e 2018.

URUGUAI – Muslera, Gonzalez, Gimenez, Godin (cap) e Caceres; Betancur, Valverde (Coate), Lodeiro (Nandez) e Arrascaeta (Jonathan Rodriguez); Suarez e Cavani. O Uruguai terminou em primeiro no Grupo C , com 7 pontos, após golear (4 x 0) o Equador, empatar (2 x 2) com o Japão e vencer (1 x 0) o Chile. Foi o grupo com mais gols (18), superando o do Brasil (16) e o da Argentina (12).

CHILE – Arias, Paulo Diaz, Medel (Lichnovsky), Maripan, Jara (Castillo) e Opazo; Pulgar, Aranguiz e Pablo Hernandez; Alexis Sanchez e Vargas (Junior Fernandes). O técnico colombiano Reinaldo Rueda disse não ter se arrependido, apesar da derrota, do esquema que montou: “O Chile foi cauteloso, mas antes de sofrer o gol criou mais chances que o Uruguai” – resumiu o ex-treinador do Flamengo.

ÚNICO CARTÃO – Apesar de algumas entradas duras, Uruguai 1 x 0 Chile foi um jogo disputado com lealdade e só registrou um cartão amarelo, que o paulista Raphael Claus, de 39 anos, recordista em arbitragens de decisões de campeonatos estaduais, aplicou aos 25 do primeiro tempo no lateral uruguaio Gonzalez, por falta no atacante chileno Alexis Sanchez. O recorde de público pagante da Copa América 2019, de 49.275, proporcionou a renda de R$11.740.000,00, no Maracanã.

REPROVÁVEL – O zagueiro chileno Jara teve atitude reprovável aos 28 do segundo tempo, ao chutar por trás um torcedor que invadiu o gramado e conseguiu se livrar dos seguranças, que o alcançaram logo depois que levou o pontapé. O primeiro a criticar Jara foi o atacante uruguaio Suarez, que balançou a cabeça, reprovando a ação do adversário.

Foto: El País