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Primeiro sul-americano a ganhar duas vezes a Copa do Mundo – 4 x 2 na final de 1930 com a Argentina e 2 x 1 na decisão de 1950 com o Brasil -, o Uruguai aumentou a motivação para o jogo da próxima terça (17), no mítico estádio Centenário, em Montevidéu – o de número 77 com a seleção brasileira, desde a quarta-feira, 12 de julho de 1916, no estádio Del Bosque, em La Plata, na Argentina, onde venceu (2 x 1) o Brasil, na final do Campeonato Sul-Americano, hoje Copa América.

ANTES DE BRASIL 1 x 0 VENEZUELA, na noite de ontem (13), no Morumbi, o Uruguai havia ganho (3 x 0) da Colômbia, no estádio Metropolitano de Barranquilla, mantendo-se em quarto, última posição que garante vaga direta para a Copa do Mundo. Tanto quanto pelo placar, a vitória tornou-se expressiva pela grande exibição, com amplo domínio do início ao fim, em que o Uruguai impôs à Colômbia, que havia ganhado um jogo e empatado outro, a primeira derrota na própria casa.

BOM RETORNO – O destaque da vitória foi Edinson Cavani, atacante de 33 anos, que logo aos 5 minutos fez o gol do primeiro tempo. O técnico Óscar Tabárez, de 73 anos, que comanda a seleção desde 2006, não o havia convocado para os dois primeiros jogos, porque ainda não estava integrado ao Manchester United, depois de sete temporadas no PSG, com 200 gols em 301 jogos, e faltava-lhe ritmo de jogo. Cavani reapareceu bem, com grande atuação, além do gol, e foi muito felicitado pelos companheiros.

ARTILHEIRO – Logo aos 9 minutos do segundo tempo, Luis Suarez converteu o pênalti do zagueiro Murillo no meia Betancur, tornando-se, ao mesmo tempo, artilheiro das eliminatórias de 2020, com 4 gols – todos de pênaltis – e o maior artilheiro das eliminatórias, com 25 gols. Aos 33 anos e desde 2007 na Europa, Suarez foi artilheiro do Ajax, com 111 gols em 159 jogos, e marcou 198 gols em 283 jogos no Barcelona, entre 2014 e 2020. Agora, no Atlético de Madrid, já fez 4 gols em 8 jogos.

QUERIDINHO – O último gol dos 3 x 0 do Uruguai na Colômbia foi do atacante Darwin Nuñez, de 21 anos, o queridinho de Jorge Jesus, técnico do Benfica, que pagou o equivalente a R$160 milhões para tirá-lo do Almeria, da segunda divisão da Espanha, onde havia feito 16 gols em 32 jogos. No Campeonato Português, ele já marcou cinco gols e tem sido sempre o melhor do time. O gol dele na Colômbia foi de fora da área, o mais bonito do jogo, segundo gol em três jogos pela seleção.

BRASIL 36 x 20 – Em 76 jogos disputados, o Brasil tem vantagem de 16 vitórias sobre o Uruguai, que amargou no sábado, 6 de junho de 2009, a maior goleada imposta pelo Brasil no estádio Centenário, depois de 33 anos. Os 4 x 0 foram com os gols de Daniel Alves, Juan, Kaká e Luis Fabiano, expulso nos minutos finais. Antes de 6 de junho de 2009, a última vitória (2 x 1) do Brasil no estádio Centenário  havia sido em 1976, com os gols de Nelinho e Zico. Em 76 jogos, 36 vitórias do Brasil, 20 do Uruguai e 20 empates.

PRIMEIRA VITÓRIA – No outro jogo de ontem (13) das eliminatórias, o Chile conseguiu a primeira vitória – 2 x 0 sobre o Peru -, no Estádio Nacional de Santiago, com grande atuação e dois gols do meia Arturo Vidal no primeiro tempo. Aos 20 minutos, de fora da área, ele acertou o ângulo do goleiro Gallese, e aos 35, fez o segundo gol, em chute curto na pequena área. O Chile, do técnico colombiano Reinaldo Rueda, de 63 anos, ex-Flamengo, é sexto com 4 pontos, e o Peru, do técnico argentino Ricardo Gareca, de 62 anos, ex-Palmeiras, é oitavo com 1 ponto, só à frente da Bolívia e Venezuela, que ainda não pontuaram.