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O quarto rebaixamento no Campeonato Brasileiro, reduzindo a receita em mais de R$100 milhões e obrigando o clube a cortar gastos, na mais drástica contenção de despesas, foi o que mais abalou o Vasco, desde o primeiro, em 2008, e os de 2013 e 2015, porque em 2020 a dívida ultrapassou R$700 milhões. De acordo com os dados de ontem (12) do clube, o Vasco teve que demitir 186, o equivalente a 25% dos funcionários, o que representa redução de R$40 milhões na folha de pagamento.

DESAFIO – A direção do Vasco classifica o cenário atual da situação como “um grande desafio”, mas assegura que “o Vasco saberá enfrentar e vencer com força e coragem”. A direção lamentou ter que demitir tantos funcionários, mas garantiu que “o clube dará apoio, através de empresas qualificadas, para que voltem o quanto antes ao mercado de trabalho”. Segundo ainda o comunicado da diretoria, o Vasco trabalha para que “a reestruturação possa ser, em pouco tempo, muito positiva para o clube”.

PRIORIDADE – São Januário deixa de ser a sede administrativa, que passará a funcionar no Centro da cidade, em escritórios que fizeram parceria com o clube em várias áreas, sem custo. Só o futebol de base e o departamento de patrimônio continuarão em São Januário, com o futebol profissional centralizado no Centro de Treinamento do Almirante. Outro ponto tradicional do Vasco será, pelo menos temporariamente, extinto, a outrora conceituada sede do Calabouço, ao lado do aeroporto Santos Dumont.

ESPORTES OLÍMPICOS, que não são rentáveis, também deixam de ser praticados. Apenas o Remo, esporte da origem da fundação do clube, será mantido, graças ao apoio, que diversos vascaínos com recursos já manifestaram. Todos os demais esportes olímpicos e paralímpicos deixarão de constar do calendário de competições do Vasco. Apesar do otimismo, os dirigentes sabem que não será em pouco tempo que o clube conseguirá a recuperação, após anos e anos de desmandos.

CRÍTICAS – Vários vascaínos, sócios ou simplesmente torcedores, estão usando suas contas nas redes sociais para criticar a decisão do clube de demitir 186 funcionários. Boa parte dos revoltados, aplica o termo “covardia”, ao dizer que “o Vasco é o Gigante que engole um elefante e se engasga com um caroço de azeitona”.

Foto: Esporte News Mundo