O Vasco não fez boa exibição, principalmente no segundo tempo, mas soube tirar proveito da vitória (1 x0) no jogo de ida, com o gol do argentino German Cano, em São Januário, para se classificar com o 0 x 0 da noite de ontem (19), com o Oriente Petrolero, no estádio Ramon Tahuichi Aguillera, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. No último lance, aos 50 do segundo tempo, o atacante mexicano Marco Bueno acertou a trave de Fernando Miguel.

TRAVESSÃO – Ainda que o time não tenha feito boa exibição, o que ficou devendo no jogo inteiro, o primeiro tempo do Vasco foi melhor que o segundo. Mesmo sem criar tantas chances claras de gol, o Vasco mandou uma bola no travessão. Talles trabalhou bem a jogada e de canhota encobriu o goleiro Luis Banegas, boliviano de 34 anos, 1,84m, que estava um pouco adiantado. 

TRÊS CARTÕES – O árbitro José Argote, de 39 anos, atua pela Federação da Venezuela, mas tem registro de nascimento em Guajira, na Colômbia, enquanto há outro registro de que nasceu em Maracaibo. Embora negro, ainda não sofreu com o problema de racismo. Ele advertiu três do Vasco com cartão amarelo: Pikachu, aos 5, por falta em Montenegro; Andrey, aos 19, por falta em Carreño, e Cano, por reclamação, aos 33

VASCO – Fernando Miguel, Yago Pikachu, Werley, Castan e Henrique (Alexandre Melo, 25 do segundo tempo); Raul, Andrey e Marcos Júnior (Bruno Gomes, 29 do segundo tempo); Talles, German Cano e Marrony (Ribamar, 36 do segundo tempo). Técnico – Abel Braga. O Vasco foi o primeiro brasileiro a se classificar para a segunda fase. O Fluminense foi eliminado, e Goiás, Atlético Mineiro e Fortaleza dependem do resultado do jogo de volta.

RACISMO – O Vasco repudiou com uma nota em suas redes sociais as ofensas racistas dirigidas ao seu goleiro reserva Alexander. Torcedores fizeram gestos bem claros e alguns até usaram a palavra monomacaco, em espanhol. O Vasco lamentou que em pleno século 21 tais manifestações ainda sejam registradas. O novo gesto aconteceu três dias depois de o atacante Marega, do Porto, ter abandonado o campo no jogo com o Vitória de Guimarães.

PRÊMIO – A passagem de fase do Vasco representa um alívio nas finanças do clube, que não consegue receber os R$5 milhões da Caixa para quitar os atrasados. A dívida maior é com os funcionários, acumulada desde novembro para os que ganham acima de R$1.800. Os jogadores estão sem receber décimo terceiro, férias e direito de imagem referente a dezembro de 2019. A segunda fase da Sul-Americana rende R$1.600 mil, e o prêmio ao campeão é de R$29 milhões. 

LIBERTADORES – Outro empate sem gol de time brasileiro, na noite de ontem (19), foi o do Internacional, que se apresentou muito mal no estádio Manuel Murillo, em Ibagué, na Colômbia, e não saiu do 0 x 0 com o Tolima. A última vaga do Grupo E, em que estão Grêmio, América de Cali e Universidad do Chile, será decidida na próxima quarta (26), na Arena Beira Rio. O Inter, do técnico argentino Eduardo Coudet, não faz gol há dois jogos.

Reprodução/Vasco