ANTES, DURANTE E DEPOIS DO ÚLTIMO JOGO DO ANO EM SÃO JANUÁRIO, em despedida melancólica do time, que continuará na Série B em 2022, o Vasco foi vaiado e debochado pelos torcedores, no 2 x 2 da noite de hoje (19) com o Remo, que abriu vantagem por 2 x 0. Alguns jogadores também foram ofendidos, chamados de cachaceiro e pipoqueiro, mas nenhum foi mais hostilizado que o zagueiro Leandro Castan. Só Nenê e Cano, que completou 100 jogos, escaparam.

OS JOGADORES FORAM RECEBIDOS, ao entrarem em campo com dois minutos de atraso, com o coro de “time sem vergonha”, repetido na saída para o intervalo, quando Remo vencia por 2 x 1, e depois do apito final. Sempre que o árbitro marcava falta contra o Vasco, os torcedores pediam em coro: “expulsa” Até mesmo quando o lateral Leo Matos fez o primeiro gol, foi vaiado, após breves aplausos. Houve coro pedindo a saída de Morato.

FOI EM CLIMA DE VAIA, HUMILHAÇÃO E DEBOCHE, QUE O VASCO terminou uma das campanhas mais vergonhosas de sua bela história de 123 anos. Uma noite triste e deprimente, diante de 1.010 pagantes, com R$24.268,00, no maior estádio da cidade até 1950, quando foi o 1º campeão e teve o 1º artilheiro do Campeonato Carioca no Maracanã. Como mandante, 9 vitórias, 4 empates, 6 derrotas, com quatro mudanças de técnico.

MESMO COM TRÊS MUDANÇAS DE TÉCNICO, O VASCO não conseguiu aparecer, sequer em uma rodada, entre os quatro primeiros colocados, o que reforça a fragilidade de um elenco mal montado. Restando o jogo da última rodada, dia 28, com o Londrina, o Vasco está em 9º lugar com 49 pontos, 13 vitórias, 14 derrotas, 10 empates, saldo negativo de 6 gols (43 a 49). A faixa colocada na grade das sociais diz tudo: “Tua imensa torcida quer voltar a ser feliz”.

O VASCO DISPÕE DE TEMPO para se reorganizar e corrigir os erros que o levaram a continuar na Série B. Um clube da força, grandeza e expressão do Vasco não pode submeter uma torcida gigantesca, que prestigia e apoia, a mais um ano fora do primeiro escalão do futebol brasileiro. Errar é humano; persistir no erro…

Foto: Jornal O Dia.