Com o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Botafogo, no primeiro jogo da decisão da Taça Rio, o atacante German Cano, de 33 anos, tornou-se neste domingo (16), no estádio Nilton Santos, o argentino com mais gols (31) da história do Vasco, superando o meia Alfredo Gonzalez, que marcou 30 gols em 1940 e 1941. O gol de Cano foi de cabeça, no primeiro minuto do segundo tempo, após cruzamento do meia Leo Jabá, aproveitando bem a falha do zagueiro David Souza, que saiu jogando errado.

VANDERLEI, Leo Matos, Miranda, Castan (Ricardo) e Zeca; Andrey, Galarza, Morato (João Pedro) e Leo Jabá (Bruno Gomes); Gabriel Pec (Lucas) e Cano (Juninho) – o time do técnico carioca Marcelo Cabo, de 54 anos, que só depende do empate no próximo domingo (23), em São Januário, para manter o Vasco como maior vencedor da Taça Rio com 11 títulos, desde 1984 (o Flamengo é o segundo com 9). O Vasco foi superior e mereceu até resultado mais amplo.

DOUGLAS BORGES, Warley, Kanu, David Souza e Paulo Victor; Frizzo (Ricardinho), Romildo (Enio) e Pedro Castro (Guilherme); Ronald (Nascimento), Marco Antonio (Ferreira) e Navarro – o Botafogo do técnico baiano Marcelo Chamusca, de 54 anos, que não evolui. A defesa é insegura; o meio-campo lento e o ataque inoperante. O goleiro do Vasco não fez defesa difícil, e das três,  a primeira só aos 20 minutos do segundo tempo. Se não melhorar muito será difícil voltar à Série A em 2022.

JOGADOR NOTÁVEL – O valor do recorde de Cano, de argentino com mais gols (31) na história do Vasco, é ainda maior quando se recorda que Alfredo Gonzalez, que fez 30 gols em 1940 e 1941, foi um meia notável no Flamengo, com 31 gols em 45 jogos, em uma única temporada, no primeiro título carioca do técnico Flávio Costa em 1939. Gonzalez foi também o estrangeiro que mais fez gols pelo Botafogo, em 1942, só superado no início dos anos 70 por seu compatriota Rodolfo Fischer. 

HISTORINHA – Campeão argentino no Boca, Gonzalez foi comprado pelo Toulouse, mas não chegou à França. Na escala do navio, no Rio, desistiu de continuar a viagem e assinou contrato com o Flamengo, após participar como convidado de amistoso com o Atlético Mineiro, em que marcou dois gols. No campeonato de 1939 foi artilheiro do time com 13 gols, superando Leônidas da Silva. Técnico campeão carioca de 1966, Gonzalez me deu muita carona em seu fusquinha verde, de Copacabana a Bangu, e quando havia treino de manhã e à tarde, sempre me convidava para o almoço na Vila Hípica, onde o time se concentrava.