COM MAIS UMA ATUAÇÃO RUÍM, O VASCO só conseguiu empatar (1 x 1) com o Brasil de Pelotas, penúltimo colocado, nos minutos finais da noite de ontem (3), em São Januário, e pode voltar ao décimo lugar, com 32 pontos, se hoje (4) o Operário, décimo com 32, ao menos empatar, em Ponta Grossa, com o Vitória, antepenúltimo com 20 pontos. O Vasco culpou o VAR pela anulação de um gol, mas o atacante Daniel Amorim estava realmente em impedimento.

DUAS CHANCES – O Vasco teve posse de bola e mais volume de jogo, mas chutou pouco na direção do gol. Marquinhos Gabriel e Gabriel Pec tiveram as melhores chances, mas o experiente goleiro Mateus Nogueira, mato-grossense de 35 anos, fez boas defesas. O árbitro Alisson Furtado, da Federação do Tocantins, marcou pênalti do lateral Vidal, do Brasil, no lateral Leo Matos, mas foi chamado pelo VAR para a revisão, e não confirmou, dando apenas bola ao chão, quase no final do primeiro tempo, encerrado sem gol.

PÊNALTI CLARO – Apagado, Gabriel Pec foi substituído no intervalo por Morato, que sofreu pênalti claro do zagueiro Artur, aos seis minutos. O argentino German Cano, maior artilheiro estrangeiro do Vasco no século XXI, mas em queda  de rendimento, bateu mal e o goleiro defendeu. A chance perdida deixou o time ainda mais nervoso, e na falha do goleiro Vanderlei, o atacante paulista Erison, de 22 anos, emprestado pelo XV de Piracicaba, fez o gol do Brasil aos 19.

MINUTOS FINAIS – O desespero bateu e a iminência de mais uma derrota em casa, deixou o Vasco muito mais tenso,  falhando nas finalizações. O experiente atacante carioca Daniel Amorim, de 31 anos, emprestado pelo Tombense, do interior mineiro, teve a atuação dinâmica recompensada pelo gol de empate, marcado aos 45 minutos. O time ainda tentou a virada, mas o Brasil se encolheu durante os cinco minutos de acréscimos e manteve seu nono empate. 

TIME INSTÁVEL – O Vasco tem se mostrado instável, sem conseguir uma sequência de bons resultados. No turno, em que perdeu por 2 x 0 os dois primeiros jogos em São Januário com Operário e Avaí, ainda conseguiu seis vitórias, mas, nos três jogos do returno, alterna derrota com vitória e empate. Foi o segundo 1 x 1, primeiro em nove jogos do técnico Lisca desde os 4 x 1 no Guarani, em 24 de julho, com 4 vitórias, 4 derrotas, 11 gols marcados e 10 gols sofridos. 

VANDERLEI, com falha grosseira no gol, Leo Matos, Miranda, Castan e Zeca; Andrey, Caio Lopes (Galarza) e Marquinhos Gabriel (Figueiredo); Leo Jabá, German Cano (Daniel Amorim) e Gabriel Pec (Morato) – o Vasco, nono colocado com 32 pontos, 9 vitórias, 5 empates, 8 derrotas, saldo de 2 gols (26 a 24). O próximo jogo será com o Avaí, campeão catarinense, segunda (6), no estádio da Ressacada, em Florianópolis. No turno, em São Januário, Avaí 2 x 0.

VIRADA DA MACACA – Em seu estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, quinta vitória consecutiva da Ponte Preta, em jogo de duas viradas com o Sampaio Corrêa, que saiu para o intervalo perdendo por 1 x 0, gol do meia Fessin, mas virou no início do segundo tempo com os gols do zagueiro Joécio e do atacante Jean Silva. Em belas cobranças de falta, os laterais Rafael Santos e Felipe Albuquerque deram a vitória por 3 x 2 à Macaca, como a Ponte Preta é tratada em São Paulo. Treinada por Gilson Kleina, a Ponte subiu para o décimo quarto com 25 pontos; o Sampaio Corrêa, do técnico Felipe Surian, está em quinto com 34.

1 x 1 NO REI PELÉ – Atual campeão e recordista com 40 títulos alagoanos, mais nove que o arquirrival CRB, o CSA cedeu o empate ao Vila Nova, de Goiânia, nos minutos finais do último jogo da noite de ontem (3), no estádio Rei Pelé, em Maceió. Dois atacantes paulistas fizeram os gols: Dellatorre, o do CSA, décimo primeiro com 29 pontos, e Alesson, o do Vila Nova, décimo sexto com 23 pontos. No interior catarinense, Brusque e Avaí, próximo adversário do Vasco, ficaram no 0 x 0.

Foto: Jornal do Brasil