Depois de dois 0 x 0, com Peru e Brasil, a Venezuela venceu (3 x 1) a Bolívia, na tarde deste sábado (22), e ficou em segundo lugar no Grupo A, em que o Brasil terminou em primeiro, com a maior goleada (5 x 0) da Copa América 2019. Venezuela 3 x 1 Bolívia, no Mineirão registrou o menor público pagante – 4.640 – e rendeu R$631.605,00. Com três derrotas, nove gols sofridos e e só dois marcados, a Bolívia foi eliminada, apresentando uma das seleções mais fracas de sua história recente.

DESTAQUE – O atacante ambidestro Darwin Machis, de 26 anos, 1,70m, foi o destaque do jogo, marcando os dois primeiros gols. De cabeça, logo no primeiro minuto, após cruzamento de Hernandez, e no segundo tempo, aos nove, com chute colocado no ângulo. Machis é de Tucupita, capital de Delta Amacuro, um dos 23 estados da Venezuela, que tem como fonte principal de renda o ecoturismo. Ele joga na Europa desde 2011, em times médios da Espanha e de Portugal, onde ganhou o único título, a Taça de Portugal de 2011-12 com o Vitória de Guimarães. Seu time atual é o Cadiz, do Sul da Espanha, emprestado pela Udinese.

BEM FÁCIL – A Venezuela tornou o jogo bem fácil ao fazer 1 x 0 logo no primeiro minuto. Na volta do intervalo, após o segundo gol de Machis, a Bolívia tentou a reação com o gol do apoiador Justiniano aos 38, mas a Venezuela liquidou o jogo aos 41, com o gol de cabeça de Josef Martinez, que substituiu Machis, aproveitando o cruzamento sob medida do meia Soteldo.

VENEZUELA – Fariñez, Hernandez, Chancellor, Mago e Rosales; Moreno, Rincon, Machis (Josef Martinez, 26 do segundo tempo) e Savarino; Añor (Soteldo, 12 do segundo tempo) e Rondon (Murillo, 40 do segundo tempo). Técnico – Rafael Dudamel, considerado o melhor goleiro da história do futebol venezuelano. A Venezuela aguarda a definição de seu adversário nas quartas de final, que pode ser Argentina ou Paraguai ou Qatar.

BOLÍVIA – Carlos Lampe, Diego Bejarano, Haquin, Jusino e Marvin Bejarano (Roberto Fernandez, 26 do segundo tempo); Justiniano, Arano, Saucedo e Ramiro Vaca; Leonardo Vaca (Raul Castro, 33 do primeiro tempo) e Marcelo Moreno (Gilbert Alvarez, 32 do segundo tempo). Técnico – Eduardo Villegas, de 55 anos, ex-meio-campo, que havia dirigido a seleção em 2010, substituindo o ex-atacante Erwin Sanchez, um ídolo nacional, e voltou em fevereiro de 2019, com três meses de preparação para a Copa América.

MENOS FALTOSO – Venezuela 3 x 1 Bolívia foi o jogo com menos faltas na Copa América 2019: 24. A Venezuela cometeu 10 (seis no primeiro tempo) e a Bolívia, 14 (seis no primeiro tempo). Os dois únicos cartões amarelos aplicados pelo árbitro uruguaio Esteban Ostojich, de 37 anos, foram para jogadores da Bolívia: o apoiador Justiniano, autor do gol, por falta em Rincon, aos 14 do primeiro tempo, e o atacante Raul Castro, por falta em Moreno, aos 15 do segundo tempo.

Foto: Pedro Vilela/Getty Images