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Com boa atuação, mesmo sem contar com vários titulares, contundidos e infectados pela Covid-19, o Athletico Paranaense fez 1 x 0, gol de Bissoli aos 12 do segundo tempo, mas cedeu o empate ao River, atual vice-campeão da Libertadores, aos 47 minutos, quando o zagueiro chileno Paulo Diaz marcou de cabeça, após escanteio do lateral Montiel, na noite de ontem (24), na Arena da Baixada, em Curitiba. No jogo de volta, na Argentina, o River se classifica com 0 x 0, e o Athletico, com empate a partir de 2 x 2.

EQUILIBRADO – Athletico e River fizeram jogo equilibrado, embora o River tenha criado um pouco mais de chances, que pararam nas boas defesas de Bento, de 21 anos, terceiro goleiro, porque o titular Santos e o suplente Jandrei, emprestado pelo Genoa, testaram positivo. No clube desde os 16 anos, Bento fez a estreia como profissional, saindo-se muito bem. Ele mantém a tradição de bons goleiros do Athletico, tais como Neto, titular do Barcelona, e Guilherme, do Lokomotiv Moscou e da seleção da Rússia.

MUDANÇAS – Foram muito importantes as mudanças feitas no intervalo pelo técnico Paulo Autuori, substituindo Carlos Eduardo por Walter, e Renato Kayzer por Bissoli, autor do gol. A força ofensiva do time aumentou, embora na metade do segundo tempo o treinador tenha sido obrigado a adotar cautela, devido à expulsão de Reinaldo aos 22 minutos. O atacante fez falta com pé alto em Enzo Perez e foi (bem) expulso, após advertido com o segundo cartão amarelo.

ESTÁDIO – River x Athletico, na próxima terça (1), será disputado no Libertadores da América, do Club Atlético Independiente,   segundo estádio da América do Sul construído em cimento e inaugurado em 4/3/1928, nove anos depois do estádio do Fluminense, nas Laranjeiras, em 11/5/1919. O Monumental de Nuñez, estádio do River, só reabre em 2021, sem a pista de atletismo, e com um gramado híbrido, com grama natural e fibras, igual aos do Barcelona, Real Madrid e Manchester United.

RECORDISTA – O Independiente vai completar 116 anos dia 1 de janeiro de 2021 e é o recordista de títulos (7) da Libertadores, único com quatro consecutivos: 72-73-74-75, depois de ter sido bi em 64-65. O último que ganhou foi em 1984, quando a decisão era em dois jogos: venceu o Grêmio por 1 x 0, em Porto Alegre e em Buenos Aires. 16 vezes campeão argentino, o Independiente tem, entre alguns dos seus maiores nomes, Sastre, Burruchaga, Trossero, Pastoriza, Bertoni, Aguero e Guiñazú.

ATHLETICO – Bento, Erick, Pedro Henrique, Tiago Heleno e João Vicente (Aguilar); Wellington, Richard (Lucho Gonzalez) e Leo Cittadini; Reinaldo, Renato Kayzer (Bissoli) e Carlos Eduardo (Walter). Técnico – Paulo Autuori. RIVER PLATE – Armani, Montiel, Paulo Diaz, Pinola e Casco (Lucas Pratto); Ignacio Fernandez, Sosa, Enzo Perez e De La Cruz (Carrascal); Borré (Julian Alvarez) e Matias Suarez. Técnico – Marcelo Gallardo.

ARBITRAGEM – Boa atuação de Andrés Rojas, árbitro de 36 anos, da Federação Colombiana e da FIFA desde 2017. Nenhum dos 14 jogadores do River foi advertido com cartão amarelo. O meia Leo Cittadini e os atacantes Carlos Eduardo e Reinaldo foram os advertidos do Athletico. Reinaldo foi expulso, após receber o segundo amarelo, seguido do vermelho, depois de pé alto, quase atingindo a cara do meia Enzo Perez. Foi observado 1 minuto de silêncio pelos mortos, em toda a América do Sul, pela pandemia do novo coronavírus.

Foto: Superesportes