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Reprodução Sportv

Com a segunda vitória consecutiva na decisão com o Corinthians (2 x 1), o Cruzeiro tornou-se campeão dos campeões da Copa do Brasil, que ganhou com todos os méritos pela sexta vez, superando o Grêmio com quem estava empatado com cinco títulos. Robinho fez 1 x 0 Cruzeiro aos 28, após o chute de Barcos na trave esquerda. No segundo tempo, Jadson empatou aos 9, convertendo o pênalti de Tiago Neves em Ralf, e o uruguaio Arrascaeta marcou o gol da vitória aos 37, com um toque de categoria na saída do goleiro Cassio. 

Foto site aprovinciadopara.com.br

ÁRBITRO DE VÍDEO – O árbitro Wagner Magalhães, da Federação do Rio, recorreu duas vezes ao árbitro de vídeo. Na primeira, para confirmar o pênalti de Tiago Neves em Ralf, bem marcado. O meia do Cruzeiro deslocou o apoiador do Corinthians com um toque no pé. Na segunda, para anular o gol de fora da área de Pedrinho porque antes houve falta do meia Jadson, que levou a mão à cara do zagueiro Dedé.

NOVE CARTÕES – O árbitro mostrou cartão amarelo no primeiro tempo para quatro jogadores do Corinthians: Ralf, Gabriel, Emerson e Fagner, e para Rafinha e Tiago Neves. No segundo tempo, os advertidos foram Robinho, único do Cruzeiro por reclamação, e Jadson e Clayson. O único a receber cartão com atraso foi o lateral Fagner, que desde o início cometeu faltas duras. O árbitro Wagner Magalhães teve dificuldade para controlar o jogo, muito tenso, mas sua atuação foi segura.

BEM SUPERIOR – Se havia dúvida quanto à diferença de categoria dos times, os jogos e os resultados se encarregaram de desfazer. Tanto no 1 x 0 do Mineirão quanto nos 2 x 1 da Arena Corinthians, o Cruzeiro mostrou sua superioridade ampla e confirmou o favoritismo ao ganhar pelo segundo ano consecutivo a Copa do Mundo. Vai receber R$64 milhões de prêmio da CBF e é o primeiro time brasileiro classificado para a Copa Libertadores 2019.

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

799 JOGOS – Entre os destaques do Cruzeiro, o goleiro Fábio, 38 anos, 1,88m, que completou 799 jogos desde 2005. Dedé, o capitão Henrique, Robinho, Tiago Neves e Arrascaeta, que entrou aos 22 do segundo tempo, após mais de 20 horas de viagem – estava na Ásia com a seleção do Uruguai -, também se sobressaíram no conjunto altamente qualificado e dirigido com equilíbrio e inteligência pelo vitorioso técnico gaúcho Mano Menezes.

JOGADA MORTAL – O segundo gol do Cruzeiro nasceu de jogada mortal, em contra-ataque fulminante, quando o Corinthians estava quase todo no campo ofensivo. A bola saiu da entrada da área, em passe de Henrique para Raniel, que arrancou e do grande círculo lançou Arrascaeta na esquerda. No pique, o uruguaio entrou na área e com um toque de alta categoria, de pé esquerdo, desviou a bola do goleiro Cassio.

Foto: Pedro Vilela/Getty Images

100% FORA – O Cruzeiro teve mérito especial na campanha do segundo título consecutivo da Copa do Brasil. Foi o único a vencer todos os quatro jogos como visitante. Ganhou do Atlético Paranaense, Santos, Palmeiras e Corinthians. O técnico Mano Menezes e o presidente do clube foram carregados pelos jogadores.

RECORDE DE RENDA – A arrecadação de R$5.108.151,00 – 45.978 pagantes – foi a maior da história de quatro anos da Arena Corinthians, superando os R$3.663.322,00 da semifinal Corinthians 2 x 1 Flamengo.

OS CAMPEÕES – Fábio, Edilson, Dedé, Léo e Lucas Romero; Henrique (cap), Ariel Cabral, Robinho e Tiago Neves (Lucas Silva, aos 35); Rafinha (Arrascaeta, aos 22) e Barcos (Raniel, aos 30). Todas as substituições no segundo tempo.

PRESENÇA MARCANTE de quase cinco mil torcedores do Cruzeiro na Arena Corinthians. A Copa do Brasil foi entregue ao capitão Henrique quando faltavam dois minutos para a meia-noite. Passou pelas mãos de todos os jogadores e foi levada à beira do campo para ser exibida, bem de perto, aos torcedores.

1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018, anos marcantes na história do Cruzeiro – time-símbolo do futebol mineiro -, seis vezes campeão da Copa do Brasil. Único clube com o nome no Hino Nacional.

PRIMEIRO BI – O Cruzeiro é o primeiro a ganhar dois títulos consecutivos da Copa do Brasil. Em trinta edições, nenhum outro clube conseguiu esse feito, o que valoriza ainda mais a conquista da noite de ontem (17) em São Paulo. Bom lembrar: o Cruzeiro ganhou dos times mais populares do país, na final de 2017 com o Flamengo e na de 2018 com o Corinthians.

MANO MENEZES – Primeiro técnico a ganhar duas vezes consecutivas a Copa do Brasil, Mano Menezes, gaúcho, 56 anos, nascido em 11/6/62, em Passo do Sobrado, região central do estado, a 135 km da capital Porto Alegre, foi campeão pela terceira vez porque a primeira que ganhou foi em 2009 como técnico do Corinthians. Dirige o Cruzeiro desde 26/7/2016.

Mano Menezes completou, na noite de ontem, 730 jogos como técnico desde 1997, com 385 vitórias, 181 empates, 164 derrotas. Firmou-se como zagueiro em times amadores, depois de ter começado como atacante e atuado também no meio-campo, mas não teve interesse em se profissionalizar. Mano resumiu: “Mantenho sempre meus conceitos no futebol e faço questão que os jogadores os assimilem bem, confiem e acreditem no meu trabalho”.

JAIR VENTURA, carioca, 39 anos, nascido em 14/3/79, ex-atacante, jogou em times pequenos de 99 a 2006. Depois de 10 anos como assistente, tornou-se técnico do Botafogo em 2016-17, dirigindo a equipe principal em 95 jogos, e treinou em seguida o Santos. Está no Corinthians desde 6/9/18. Na carreira de técnico, 146 jogos, 61 vitórias, 35 empates, 50 derrotas, incluída a de 2 x 1 de ontem à noite para o Cruzeiro.

Jair Ventura disse após o jogo“Quando o time perde, a responsabilidade é sempre do técnico, e eu assumo. O Cruzeiro  tem grandes valores e um conjunto muito forte. Como um time cirúrgico, soube aproveitar nossas falhas”.