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Se o início do Botafogo não foi bom, o do Vasco foi bem pior, com atuação desastrosa na estreia da Série B, que disputa pela quarta vez, perdendo por 2 x 0 para o Operário de Ponta Grossa, quarto maior município do Paraná, a 103 km da capital Curitiba, neste último sábado (29) de maio, sob sol e muito calor em São Januário. O jogo foi decidido no  primeiro tempo, com os gols do meia Leandrinho, ex-Botafogo, aos 8 minutos, e do atacante Ricardo Bueno, capitão do time, aos 43.

SEM REAÇÃO – O Vasco jogou muito mal e teve alguns dos piores em campo, entre eles o atacante Figueiredo, substituído no intervalo, e o volante Andrey, que falharam no primeiro gol, e o argentino German Cano, com atuação bem abaixo do normal. O time voltou para o segundo tempo com três alterações, saindo o meia paraguaio Matias Galarza, e os atacantes Morato e Figueiredo, entrando Martin Sarrafiore, Leo Jabá e Daniel Amorim, no que se pode classificar como troca de seis por meia dúzia. Sarrafiore, não à toa, foi emprestado pelo Internacional.

MAIS JOVEM – O Operário fez boa exibição e se impôs desde o início, parecendo ser o mandante, e poderia ter ampliado a vantagem no segundo tempo, com as bolas de Rafael na trave, aos 4, e do estreante Rodrigo Pimpão, ex-Botafogo, aos 43. O time é dirigido desde outubro de 2020 por Mateus Costa, curitibano de 34 anos (14/1/87), técnico mais jovem da Série B 2021, de que participa pela quinta vez. Em 2016 foi da comissão técnica do Fluminense, a convite de Levir Culpi, e seu único título foi o Campeonato Sergipano de 2020 no Confiança, da capital Aracaju.

VANDERLEI, Leo Matos, Ernando, Ricardo e Zeca (Riquelme); Andrey, Galarza (Sarrafiore) e Gabriel Pec (Vinícius); Morato (Leo Jabá), German Cano e Figueiredo (Daniel Amorim) – o Vasco, do técnico Marcelo Cabo, que irá a Campinas, na segunda rodada, para jogar domingo (6) com a Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli. Antes, pela terceira fase da Copa do Brasil, o Vasco jogará terça (1) com o Boavista, no estádio Elcir Resende, em Bacaxá, distrito de Saquarema. 

O OPERÁRIO fará o próximo jogo, terça (1), com o Guarani de Campinas, no estádio Couto Pereira, do Coritiba, porque o gramado de seu estádio German Ruschel Kruger está sendo replantado, como em todos os anos, a fim de evitar problemas que as baixas temperaturas e as geadas em Ponta Grossa podem causar durante o primeiro semestre.

HOMENAGEM – O nome do estádio Germano Ruschel Kruger, com capacidade para 11 mil torcedores, em uma cidade de 400 mil habitantes, é em homenagem ao engenheiro alemão que o idealizou e projetou. Será reaberto na quarta rodada para o jogo com o Sampaio Corrêa, do Maranhão. O Operário está invicto em seu estádio – 12 vitórias e 3 empates – desde 21 de novembro de 2020, quando perdeu (1 x 0) para o América Mineiro, pelo returno da Série B.

OPERÁRIO Ferroviário Esporte Clube foi fundado em 1 de maio de 1912 e adotou o preto e branco como cores de seu uniforme, em homenagem às raças, 24 anos após a princesa Isabel promulgar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, quando escravidão passou a ser crime e 700 mil escravos foram libertados no Brasil. O primeiro jogo na cidade foi em 1909 quando o Operário venceu (1 x 0) o Coritiba. Pouco depois, o time passaria a ser chamado de Fantasma porque vencia sempre os visitantes em Ponta Grossa.

Foto: NetVasco