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Felizmente, não são poucos os seguidores inteligentes, que estimulam, sempre e cada vez mais, o trabalho que faço nas redes sociais com o amigo e parceiro Marcelo Santos, que seleciona as fotos e publica as matérias com muito esmero. Entre eles, o rubro-negro Lúcio Ricardo Silva, anos e anos, assessor-chefe de imprensa da Varig, que me apoiou no envio de matérias para o ESTO, jornal esportivo do México, quando sequer a internet era um sonho. Lúcio mandava os envelopes com meus trabalhos

NOTÁVEIS – Poderia citar vários rubro-negros notáveis no jornalismo e na literatura, mas vou me ater a dois: Mário Filho – 1908 – 1966 -, criador do Jornal dos Sports e da mística do Fla-Flu, cujo nome, dado ao Maracanã, foi o melhor reconhecimento que teve pela construção do estádio, então o maior do mundo, para a primeira Copa que o Brasil promoveu em 1950. No livro O Negro no Futebol Brasileiro (1942), ele resumiu a dimensão do clube: “Fausto, Da Guia e Leônidas, esses atletas negros, deram ao Flamengo a sua transfusão de popularidade”.

OUTRO NOME notável, o deJosé Lins do Rego- 1901 – 1957 -, da Academia Brasileira de Letras, que, entre 20 livros, escreveu o romance Fogo morto (1942), sua obra-prima. Nascido no Engenho Corredor, em Pilar, Zona da Mata paraibana, foi secretário da CBD (hoje CBF), de 45 a 54, e criou paixão pela geração do primeiro tricampeonato do Maracanã (53-54-55). Inteligente e objetivo, sabia resumir o que seu coração sentia: “Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci”.

AO CITAR o pernambucano Mário Filho e o paraibano José Lins do Rego, que souberam valorizar a língua portuguesa com seus textos primorosos, volto ao amigo Lúcio Ricardo Silva, que me mandou a mensagem recebida de outro rubro-negro, Vinícius Cristófaro, estudioso da língua portuguesa, digna de ser transcrita, e que todos os torcedores do Flamengo, com certeza, vão gostar: “Cite um erro de português que te irrita profundamente. Trocar o Flamengo pelo Benfica”…