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Mesmo com o apoio do Vasco, que travou o São Paulo (1 x 1) no Morumbi, e do Fluminense, que fez a virada (2 x 1) no Internacional, na Arena Beira Rio, o Flamengo só não assumiu a liderança isolada, na rodada 22 do Campeonato Brasileiro, por ter menos uma vitória e menos saldo de gols que o Atlético Mineiro, que empatou (2 x 2) em Fortaleza com o Ceará. Atlético e Flamengo têm 39 pontos, mas o Atlético tem mais uma vitória (12 a 11) e mais saldo de gols (11 a 6).O SÃO PAULO, mesmo com o empate com o Vasco, manteve o terceiro lugar com 37 pontos, mas com menos três jogos, que lhe permitirão, em caso de três vitórias, assumir a liderança isolada, com sete pontos de vantagem sobre Atlético Mineiro e Flamengo. O Internacional, ao levar a virada do Fluminense, caiu para o quarto lugar com 36 pontos e 10 vitórias. O Vasco saiu e o Botafogo, depois de perder (2 x 1) em casa para o Fortaleza, é o único do Rio que permanece no rebaixamento.

VASCO, FLAMENGO E A DIFERENÇA COM O SÃO PAULO

Os resultados mais recentes deixam evidente a diferença entre Vasco, Flamengo e São Paulo. O Flamengo perdeu três consecutivas para o São Paulo, com o placar agregado de 9 x 2, enquanto o São Paulo não consegue vencer o Vasco, que o derrotou (2 x 1), no turno, em São Januário, e empatou (1 x 1) no Morumbi. Um empate bem planejado pelo Vasco, que foi a São Paulo para não perder e se manter fora do rebaixamento, o que alcançou com atuação defensiva quase perfeita.

CONTRA-ATAQUE – Foi o plano do Vasco, que deu certo no jogo com o São Paulo. Cauteloso, com três zagueiros e ocupando os espaços com marcação precisa, o time se limitou a contra-atacar, como no lance do gol 19, em 33 jogos em 2020, do argentino German Cano, aos 19, com chute cruzado, após bom lançamento do meia-atacante colombiano Gustavo Torres. O Vasco pagou pela falha do zagueiro Jadson, titular pela primeira vez, que rebateu mal, e deu ao atacante Luciano, aos 34, a chance do décimo segundo gol em 22 jogos em 2020 pelo São Paulo.

BEM SEGURO – Já se esperava que o São Paulo voltasse do intervalo aumentando a pressão, mas o Vasco se manteve bem seguro e a única defesa que o goleiro Lucão fez foi com o pé esquerdo, aos sete minutos, impedindo que a bola chutada por Brenner entrasse em seu canto esquerdo. O panorama pouco se alterou, o técnico do São Paulo recorreu a todas as alternativas para tornar o time ainda mais ofensivo, mas não foi possível superar o bloqueio bem feito pelo Vasco, que reconhecendo a superioridade do adversário, não quis se arriscar. Afinal, foi ao Morumbi não para ganhar, mas para não perder. E conseguiu.

BOM DIZER – O Vasco foi pré-determinado à retranca no Morumbi porque ficou enfraquecido sem titulares, que contraíram a Covid-19: Fernando Miguel, Benitez, Talles Magno, Werley, Tiago Reis, Carlinhos, Felipe Bastos, Ribamar e Ulisses, entre outros infectados. O técnico Sá Pinto adotou três zagueiros, e o time começou com Lucão, Miranda, Jadson e Ricardo; Pikachu, Leo Gil (Andrey), Marcos Jr e Henrique (Neto Borges); Vinícius (Lucas Santos), Cano (Catatau) e Gustavo Torres (Juninho).

VANTAGEM – Embora igual em pontos (24) e em jogos (21) ao Atlético Goianiense, primeiro do rebaixamento, o Vasco ficou em décimo sexto, pelo segundo critério de desempate: o de saldo de gols. O saldo do Vasco é de menos 4 gols (23 a 27) e o saldo do Atlético Goianiense de menos 9 gols (19 a 28). O próximo jogo do Vasco será pela Copa Sul-Americana com o Defensa y Justicia, quinta (26), no estádio Norberto Tomaghello, na cidade argentina de Florencio Varela, a 28 km da capital Buenos Aires.

SÃO PAULO – Tiago Volpi, Juanfran (Tchê Tchê), Bruno Alves, Leo (Hernanes) e Reinaldo; Luan (Vítor Bueno), Daniel Alves, Gabriel Sara e Igor Gomes (Pablo); Brenner (Trellez) e Luciano. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Brenner – artilheiro do time, com 17 dos 81 gols de 2020 -, não irá  a Fortaleza para o jogo de quarta (25) com o Ceará, o primeiro dos três adiados. Pela primeira vez, nos últimos 13 jogos, o São Paulo não fez, pelo menos, 2 gols em um jogo. Prêmio para a boa marcação do Vasco.

HOMENAGEM – O São Paulo homenageou figuras marcantes pelo Dia Nacional da Consciência Negra, entre outras, Elza Soares, Lima Barreto, Zumbi dos Palmares, com os nomes nas camisas. O goleiro Tiago Volpi usou na camisa 1 o nome de Grande Otelo – 1915 – 1993 -, notável artista mineiro de Uberlândia, ator e comediante, e o artilheiro Brenner, na camisa 7, o nome de Machado de Assis – 1839 – 1908 -, carioca, nascido na zona portuária, o maior escritor brasileiro, autor de romances notáveis como Dom Casmurro, e fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

SEIS CARTÕES – São Paulo 1 x 1 Vasco foi bem apitado por Braulio da Silva Machado, da Federação Catarinense e da FIFA. Ele soube segurar o nível disciplinar de um jogo tenso, aplicando com acerto os cartões amarelos em Brenner e Hernanes, ambos suspensos do próximo jogo, e em Andrey, Jadson, Lucas Santos e Pikachu, único suspenso do próximo jogo, e o mais acintoso nas reclamações. 

Foto: O popular