O Atlético Paranaense tinha a vantagem do empate, fez 1 x 0, mas levou a virada (2 x 1) do Boca Juniors, nos acréscimos, e perdeu o primeiro lugar do Grupo G, na última rodada de classificação da Libertadores, na noite de ontem (9), no estádio da Bombonera, em Buenos Aires. O Atlético foi o segundo brasileiro a terminar em segundo na fase de grupos – o Grêmio foi o outro – e um deles pode ser adversário do Flamengo, primeiro do Grupo D, no mata-mata das oitavas de final, em julho.

JOGO LÁ E CÁ – Boca e Atlético fizeram jogo muito equilibrado, desde o início e com várias chances de gol, mas saíram para o intervalo no 0 x 0, após boas defesas dos goleiros Santos e Andrada, que não é parente do goleiro que brilhou no Vasco e ficou conhecido como Arqueiro do Rei, ao sofrer o gol 1000 de Pelé, em novembro de 69, no Maracanã. O Atlético segurou bem a pressão inicial do Boca e depois equilibrou o jogo.

GOLS ARGENTINOS – Aos 11 minutos, o Atlético reclamou (com razão) pênalti do lateral Buffarini, que desviou a bola com a mão, mas o árbitro entendeu como bola na mão. O gol do Atlético, aos 19 minutos, foi de cabeça do atacante Marco Ruben, argentino de 32 anos, emprestado pelo Rosário Central. Ele aproveitou bem a saída errada do goleiro e a indecisão do zagueiro Izquierdoz. O Boca empatou aos 26, com o gol do zagueiro Lisandro Lopez.

EXPULSÃO – O Atlético ficou com dez a partir da expulsão do volante Wellington, aos 33, por falta dura em Carlitos Tevez, que aos 49 marcou o gol da virada, dando ao Boca o primeiro lugar do Grupo G. Oportunista como sempre, ele aproveitou a rebatida do zagueiro Leo Pereira e levou os 40 mil torcedores ao delírio. Foi o gol 154 de Tevez em 210 jogos pelo Boca, onde começou em 2000 e é o maior artilheiro da história do time mais popular da Argentina. Ele também brilhou na Juventus da Itália e no Corinthians.

BOCA JUNIORS – Andrada, Buffarini, Lisandro Lopez, Izquierdoz e Más; Marcone, Nandez e Villa (Tevez); Almendra (Pavon), Zarate e Benedetto (Ramon Ábila). Técnico – Gustavo Julio Alfaro, argentino de 57 anos, que assumiu o time em janeiro de 2019. O Boca ficou em primeiro lugar no Grupo G, com 11 pontos, 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota e saldo de cinco gols com 11 marcados.

ATLÉTICO – Santos, Jonathan, Paulo André (Robson), Leo Pereira e Renan Lodi; Wellington, Lucho Gonzalez (Erik) e Leo Cittadini; Nikão, Marco Ruben (Marcio Azevedo) e Rony. Técnico – Tiago Nunes. O Atlético ficou em segundo no Grupo G, com 9 pontos, 3 vitórias e 3 derrotas, com saldo igual (5 gols) ao do Boca: 11 gols marcados e 6 sofridos. O Furacão foi um dos quatro dos 16 classificados para as oitavas de final que não empataram. Os outros foram Cruzeiro, Palmeiras e Libertad (Paraguai).

OITO CARTÕES – O árbitro Carlos Aníbal Orbe, de 37 anos, da Federação Boliviana e desde 2013 na FIFA, expulsou o volante Wellington, por falta em Tevez, aos 33 do segundo tempo, por falta dura em Tevez, e mostrou cartão amarelo a sete jogadores: Izquierdoz, Más e Nandez, do Boca, e Leo Cittadini, Nikão, Paulo André e ao goleiro Santos, por reincidência de demora na reposição da bola.

ARTILHEIRO – O ex-atacante Sicupira, hoje aos 74 anos, assistiu e antes do jogo levou incentivo ao time no hotel. Sicupira é o maior artilheiro da história do Clube Atlético Paranaense, com 154 gols, em duas passagens: 68-72 e 72-75, quando jogou com os bicampeões mundiais Djalma Santos e BelliniSicupira participou da campanha do bicampeonato carioca 67-68 do Botafogo, com figuras de destaque como Manga, Rogerio, Jairzinho, Roberto e Paulo Cesar. Há algum tempo, tornou-se comentarista de rádio e televisão em Curitiba.