COM A BELA VIRADA POR 3 x 2, NA NOITE DE ONTEM (7) SOBRE A BÉLGICA, que saiu para o intervalo com 2 x 0, a França voltará domingo (10) ao estádio da Juventus, em Turim, no Norte da Itália, para decidir com a Espanha a segunda Liga das Nações. Ganhando a decisão de 2019 com a Holanda, Portugal foi o primeiro campeão do segundo torneio europeu mais importante de seleções, depois da Eurocopa, criado para substituir amistosos sem nenhum atrativo.

JOVEM RECORDISTA – Campeão do mundo e revelação da Copa de 2018, o atacante parisiense Kylian Mbappé, do PSG, deu assistência para Benzema fazer o primeiro gol, marcou o segundo, em cobrança de pênalti, e foi eleito o melhor de França 3 x 2 Bélgica. Mbappé tornou-se também o mais jovem a completar 50 jogos pela seleção francesa, aos 22 anos, 291 dias, e com outro recorde, o de 31 gols em 24 jogos, com 22 vitórias e 2 empates. Com ele marcando gol, a França ainda não perdeu.

MELHOR CAMPANHA – Baseando-se nos números da melhor campanha dos atuais campeões do mundo, os observadores creditam favoritismo à França na decisão com a Espanha, que está renovando sua seleção.Entre os bons valores, o meia Gavi, de 17 anos, do Barcelona, o mais jovem da história da seleção treinada pelo ex-meia Luis Enrique Martinez. A França teve seis vitórias e um empate na fase de grupos em que fez a melhor campanha.

EM TRÊS MINUTOS – O primeiro tempo foi bem equilibrado, mas a Bélgica se impôs nos minutos finais e fez seus dois gols. O meia e ponta Yannick Carrasco, do Atlético de Madrid, deu um corte seco em Pavard e abriu o placar aos 37, finalizando no canto direito de Hugo Lloris. O segundo gol foi de Romelu Lukaku, artilheiro que voltou ao Chelsea, ganhando na corrida do zagueiro Lucas Hernandez e concluindo de pé direito, no alto, aos 40 minutos.

EM SETE MINUTOS – Na volta do intervalo, a França partiu com tudo e empatou em sete minutos. Mbappé driblou Tielemans e lançou Benzema, que driblou Witsel e mandou no canto de Courtois, seu companheiro no Real Madrid. O empate, aos 23, foi com o gol de Mbappé, convertendo o pênalti de Tielemans em Griezmann, e aos 44, o lateral Theo Hernandez pegou de primeira o cruzamento de Pavard para marcar o gol da virada, que levou a França à decisão. 

BOM DIZER – Foi a primeira virada da França, em jogo em que saiu para o intervalo perdendo por dois gols, e foi também, em 117 anos de história da sua seleção, que a Bélgica perdeu um jogo que vencia por dois gols no primeiro tempo. Das 27 finalizações, 16 foram da França, que teve 90% de precisão nos 621 passes; a precisão da Bélgica foi de 91% em 653 passes. O berlinense Daniel Siebert, de 37 anos, árbitro alemão mais jovem da Fifa, desde 2015, marcou 14 faltas (6 da França) e só fez uma advertência com cartão amarelo, em Pogba, por falta em Lukaku.

OS FINALISTAS – Hugo Lloris, Koundé, Varane e Lucas Hernandez; Pavard (Dubois), Pogba, Rabiot (Tchouaméni), Griezmann e Theo Hernandez; Mbappé e Benzema (Verretout) – a seleção francesa, de uniforme branco, dirigida pelo ex-meia Didier Deschamps, terceiro campeão do mundo como jogador (1998) e técnico (2018), depois de Zagallo (58-62, e 70) e Beckenbauer (74 e 90). Didier Deschamps completará 53 anos na próxima sexta (15).

Foto: Investing